PORQUÊ?!…


  1. Sabe qual é o seu Porquê?
  2. O propósito, causa ou crença que o inspira a fazer o que faz?

Descobrir a razão que nos move, que nos faz acreditar!…

Uma VISÃO é um destino, um ponto que nos permite concentrar todos os nossos esforços. Um MÉTODO é um caminho ajustável que nos conduz onde queremos ir. A ESTRATÉGIA é a arte e ciência de liderar um grupo de pessoas no sentido da visão definida.

saramago-transparente-reduzidoAprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro…| José Saramago


Joel de Rosnay (“macroscópio”) fala de uma educação sistémica e do “homem multidimensional” segundo quatro componentes fundamentais:

  • A biológica (cuja unidade é o organismo)
  • A intelectual e ética (cuja unidade é a pessoa)
  • A social e relacional (cuja unidade é o cidadão)
  • A simbólica (cuja unidade é o ser)

manuel-sergio“É opinião nossa que a expressão Educação Física é atualmente uma expressão limitadora, estática e não válida“. (…) “O Paradigma Emergente ou Holístico, colocou novas questões à Educação Física, gerou a crise, no seio mesmo da ciência normal. E estar em crise, é anunciar o novo e, simultaneamente, denunciar o conservadorismo, o dogmatismo da ciência normal“. Manuel Sérgio (1989), UTL-ISEF. “Motricidade Humana, uma nova ciência do homem” |  [documento de apoio:PDF]

Manuel Sérgio afirma que o homem é um ser itinerante e práxico, a caminho da trasnscendência. O licenciado (ou mestre, ou doutor) em motricidade humana é assim o agente de ensino, ou o investigador, ou o técnico que, no exercício da sua profissão, procura a libertação dos corpos, rumo à transcendência (…)”.


vitor da fonseca1Vítor da Fonseca (1987), afirma ainda que se torna necessário desmistificar o problema do comando, das atitudes rígidas, da execução perfeita, da disciplina técnica e espetacular para nos projetarmos no desenvolvimento da interioridade humana, facilitando-lhe todos os meios de expressão e de simbolização, bem como todas as formas pessoais de pensamento e conhecimento.


Isabel Lima (1995), fala da necessidade da desintoxicação da contenção.


jean leboulchJean LeBoulche refere que a atividade de expressão pessoal não pode ser ensinada. A criança e o adolescente têm direito a praticar a sua expressão pessoal, deixando assim emergir a singularidade do seu sentir, da sua interioridade, para o seu equilíbrio emocional.


Deborah Tannehill 1Deborah Tannehill (2016 – 10º CNEF) afirma que as opções curriculares precisam refletir os interesses e personalidades dos estudantes, a cultura da escola e os recursos da comunidadePropõe que os professores de educação física devem orientar a sua abordagem em função do aluno em vez de uma abordagem centrada nas matérias, colocando a aprendizagem dos alunos no coração do ensino.


todd rose fotoTodd Rose (2013) afirma que nós ainda projetamos os nossos ambientes de aprendizagem (…) para o aluno médio. Nós designamos esta estratégia de adequada à idade (Idades Sensíveis) e achamos que é suficientemente boa para os alunos, mas não é! Se desenhamos um ambiente de aprendizagem para a média, fazemo-lo para ninguém! O nosso argumento é que os indivíduos se comportam, aprendem e se desenvolvem de formas muito distintas, mostrando padrões de variabilidade individual que não são capturados pelos modelos que se baseiam nas médias estatísticas. A ciência do grupo é um pobre substituto para uma verdadeira ciência do individual!

mito da media

 


O filósofo Português, José Gil, afirma que só existe invenção, inovação, produção criativa deixando margem para o imprevisível, o inavaliável, a irrupção da singularidade!…


jose PachecoJosé Pacheco fez a seguinte pergunta: “Porque é que damos a aula tão bem dada e há alunos que não aprendem?” – descobrimos a resposta: se nós dávamos as aulas e eles não aprendiam, eles não aprendiam porque nós dávamos a aula”.


Concordo com a perspetiva de José Soares quando defende que a Educação Física deve investir nas competências suaves, ou seja, utilizar as atividades físicas, jogos e dinâmicas de grupo para trabalhar a colaboração, relações inter-pessoais (reconhecer e gerir emoções) e autonomia, competências essas solicitadas pelas organizações. Estamos a falar também das capacidades fundamentais para o século XXI:

  • Criatividade;
  • Inovação;
  • Pensamento crítico;
  • Resolução de problemas;
  • Tomada de decisões;
  • Comunicação;
  • Colaboração;
  • Investigação;
  • Questionamento;
  • Flexibilidade e adaptabilidade;
  • Iniciativa e autonomia.

Sir Ken RobinsonSir Ken Robinson cita o exemplo dos programas de educação alternativos. Estes são programas projetados para reintegrar os miúdos na educação. Têm certas características comuns:

  • São muito personalizados;
  • Dão forte apoio aos professores;
  • Têm laços apertados com a comunidade;
  • Assumem um currículo abrangente e diverso;
  • Utilizam frequentemente programas que envolvem os estudantes, tanto fora como dentro da escola.
  • E funcionam…

O que é interessante para mim é que esta é a chamada “educação alternativa“. Percebem? E as provas que vêm de todo o mundo mostram que se todos fizéssemos isto, não seria preciso uma alternativa.


sugata-mitraSugata Mitra, com a sua “Experiência do Buraco na Parede” provou que as crianças podem-se ensinar a elas próprias! | a educação é um sistema auto-organizado onde a aprendizagem é um fenómeno emergente! | as crianças conseguem com frequência responder a questões muitos anos à frente dos conteúdos que estão a aprender nas escolas! (Escola na Nuvem: SOLE toolkit PDF1; PDF2; PDF3)



Peter Gray
afirma que as crianças perdem a sua motivação quando perdem a possibilidade de escolha, quando o adultos estão no comando, e como tal elas não aprendem as lições primárias, como estruturar as suas próprias atividades, resolver os seus problemas e assumir a responsabilidade pelas suas vidas. As crianças aprendem muitas lições com valor nos jogos informais que não aprendem no desporto organizado.

performance-palyformance

declínio do brincar e a patologia

pedinte de afeto

“Pedinte de afecto” é o nome dado a este cartoon, da autoria de Saeed, publicado no jornal iraniano Asre Mardom, a 17/02/2009. É um dos cartoons que fazem parte da edição do Expresso: Os autores World Press Cartoon. Sintra, 2010. Afeto, de fato, é o que falta a muita gente. Não só recebê-lo, mas também dá-lo… Hoje em dia, andamos de tal forma ocupados que nem nos apercebemos que esse é, sem dúvida, um bem essencial…


link  Escola & Economia Feliz


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