INTELIGÊNCIA SOCIAL

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Consciência Social:

Consciência social refere um espectro de capacidades que vai desde reconhecer instantaneamente o estado de espírito interior de outra pessoa  a compreender os seus sentimentos e pensamentos, passando por “perceber” complicadas situações sociais. Inclui

  • Empatia primária: sentir-se em consonância com os outros; captar sinais emocionais não-verbais.
  • Sintonia: escutar com plena recetividade; sintonizar com outra pessoa.
  • Acuidade empática: compreender os pensamentos, sentimentos e intenções de outra pessoa.
  • Cognição social: saber como funciona o mundo social.

Facilidade Social:

Trata-se simplesmente de perceber o que o outro sente, ou saber o que está a pensar ou pretende fazer, não garante uma interação frutuosa. A facilidade social elabora a partir da consciência social para permitir uma interação eficaz e sem atritos. O espectro da facilidade social inclui:

  • Sincronia: interagir harmoniosamente a um nível não-verbal.
  • Auto-apresentação: apresentarmo-nos eficazmente.
  • Influência: influenciar positivamente o desfecho das interações sociais.
  • Interesse: interessarmo-nos pelas necessidades dos outros e agir em consequência.

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jogos cooperativos

Os jogos são um elemento importante do ambiente natural, tanto quanto o lar, a comunidade e a escola. (…) Portanto, é viável introduzir comportamentos e valores por meio de brincadeiras e jogos, que com o tempo, poderão afetar a sociedade como um todo. (…) Os estudos de Deutsch no campo da psicologia social sobre Cooperação e Competição, fornecem uma série de evidências relacionadas ao comportamento de indivíduos em pequenos grupos quando colocados diante da necessidade de alcançar metas, ou solucionar conflitos.

E uma situação cooperativa é aquela em que um indivíduo possa alcançar os seus objetivos, todos os demais integrantes da situação, deverão igualmente alcançar os seus respetivos objetivos (situação mutuamente inclusiva). Uma atitude é cooperativa quando “o que A faz é, simultaneamente, benéfico para ele e para B, e o que B faz é, simultaneamente, benéfico para ambos. Cooperação é um processo onde os objetivos são comuns e as ações são benéficas para todos.

Situação Cooperativa:

  1. Os alunos o alcance dos seus seus objetivos é em parte uma consequência da ação dos outros membros.
  2. São mais sensíveis às solicitações dos outros.
  3. Ajudam-se mutuamente com frequência.
  4. Há maior homogeneidade na quantidade de contribuições e participações.
  5. A produtividade em termos quantitativos é maior.
  6. A especialização de atividades é maior.

A formação do indivíduo no modelo cooperativo enfatiza um envolvimento denominado na tarefa, nas atividades e apresenta as seguintes características:

  • O sentimento de sucesso na realização das atividades depende de si mesmo;
  • Possui uma auto-referência em relação às suas habilidades;
  • Sente grande prazer e satisfação em participar, jogar e atribui o sucesso à equipa;
  • Não está preocupado com a performance dependente do rendimento|resultado, mas voltado para a aprendizagem;
  • O sucesso está associado ao esforço, persistência, perseverança e utilização das habilidades para a realização das atividades;
  • Mostra um compromisso social, compreensão e cooperação com os colegas;
  • Não se utiliza do jogo como meio de promoção do status social mas orientado para a promoção de atitudes éticas e lícitas que permitam obter sucesso na realização das tarefas;
  • Mostra boa concentração e atenção nas atividades, não desistindo frente às dificuldades, adversidades e contrariedades;
  • Mostra inovação, criatividade e aprendizagem;
  • Considera o erro como informativo e parte do processo de crescimento;
  • Considera o fracasso como falta de esforço e o resultado é visto como consequência do empenho pessoal;
  • Mostra um sentimento de “orgulho” e satisfação após sucesso conquistado com esforço (reconhece com humildade a falta de esforço quando se justifica);
  • Escolhe tarefas mais desafiadoras, que lhe permitem evoluir para níveis mais altos de desempenho pessoal e auto-superação.


Partnership –  partenariado.

Joel de Rosnay (1975), “O macroscópio“, refere que “a competição profissional foi considerada até hoje como uma motivação saudável rumo ao êxito. O novo pensamento rejeita toda a competição herdada da tradicional luta pela vida. Repudia toda a ideia de comparação simplista baseada na excelência e no mérito, uma vez que tais comparações conduzem geralmente a uma classificação arbitrária entre indivíduos, a juízos de valor que limitam e empobrecem as relações humanas. (…) De maneira um pouco ingénua, por vezes, uma sociedade liberta da ideia de competição, não surge já como uma selva mas como uma comunidade de interesses cuja evolução assenta na ajuda mútua, na cooperação, na educação recíproca, no partnership“.


Conceito de Team Building

A expressão anglo-saxónica Team Building (literalmente traduzida para português por “Construção de Equipas”) designa uma vasta lista de actividades realizadas geralmente em formato outdoor com o objectivo de fomentar o espírito de equipa e, por essa via, melhorar o desempenho das equipas de trabalho. As actividades de Team Building podem ir de simples exercícios até simulações mais complexas ou até mesmo a retiros realizados por vários dias nos quais são realizados diversos jogos de dinâmicas de grupo.

É frequente os alunos que interagem na mesma turma, lado a lado, se conheçam pouco quando colocadas perante desafios que requerem interacção e cooperação mútua, para além das habituais  rotina da aula de Educação Física. Pertencer a uma equipa, num jogo cooperativo ou competitivo, exige um processo articulado e integrado o qual passa pelo aprofundamento dos elos e vínculos sociais e o conhecimento das virtudes e defeitos de cada um. Este objectivo é mais facilmente alcançado numa actividade lúdica, onde predomina um ambiente informal e descontraído. Por outro lado, o Team Building contribui para quebrar o gelo entre os alunos, descomprimir, entusiasmar e motivar, o que se reflecte no clima positivo da aula e na atitude individual e em equipa.

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Para que sejam eficazes, as actividades de Team Building devem ter um conteúdo fortemente emocional. Contudo, deve ter-se em atenção que a componente lúdico-emocional é apenas facilitadora da aprendizagem, sendo fundamental garantir a componente pedagógica.

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jogos competitivos

Para Deutsch, há uma situação competitiva quando, “para que um dos membros alcance os seus objetivos, os outros serão incapazes de atingir os seus” (situação mutuamente exclusiva). Uma atitude é competitiva, quando “o que A faz, é no seu próprio benefício, mas em detrimento de B, e quando B faz em seu benefício mas, em detrimento de A.” Competição é um processo onde os objetivos são mutuamente exclusivos e as ações são benéficas somente para alguns.

O jogo desportivo competitivo baseia-se fundamentalmente no movimento e comunicação não-verbal do corpo. A comunicação não verbal desempenha uma função muito importante no sucesso de um jogador. Estes têm que ser capazes de interpretar e enviar sinais não-verbais aos seus colegas de equipa e adversários de forma muito rápida. Na verdade, os jogadores podem ser melhores do que a pessoa média na descodificação de sinais não-verbais, porque é uma parte integral de jogo da equipe. Porém, são usados dois tipos de sinais no âmbito da competição (jogos de invasão; Jogos de rede:

  1. Informação positiva (que facilita a construção das ações táticas através de gestos indiciadores de uma intenção), para os seus colegas de equipa com vista a uma articulação de esforços táticos conducentes à finalização.
  2. Informação negativa (que procura induzir em erro o adversário sobre as suas intenções através da finta e simulação).

Para Coubertin o desporto era um instrumento político ao serviço do Olimpismo e do desenvolvimento humano. Os processos podiam ser educativos, mas os fins eram profundamente políticos. Porém, as preocupações de Coubertin surgem-nos envoltas numa certa ingenuidade.

E porque motivo o jogo desportivo competitivo utiliza a informação negativa (finta, simulação, cortinas, bloqueios, etc), para induzir o adversário em erro?

O darwinismo social tem origem na teoria da seleção natural de Charles Darwin e foi empregue para tentar explicar a inconstância pós-revolução industrial, sugerindo que os que estavam pobres eram os menos aptos e os mais ricos economicamente seriam os mais aptos a sobreviver, por isso, os mais evoluídos.

Situação Competitiva:

  1. Percebem que o alcance dos seus objetivos é incompatível com a obtenção dos objetivos dos outros.
  2. São menos sensíveis ás solicitações dos outros.
  3. Ajudam-se mutuamente com menor frequência.
  4. Há menor homogeneidade na quantidade de contribuições e participações.
  5. A produtividade em termos qualitativos é menor.
  6. A especialização de atividades é menor.

corrida para lado nenhum

A formação do indivíduo no modelo desportivo competitivo faz sobressair um ego-envolvimento que apresenta as seguintes características:

  • O sucesso está associado a um sentimento de domínio de habilidades superiores e a uma sensação de competência;
  • Mostra preocupação em derrotar os adversários;
  • Manifesta maior competitividade e individualismo;
  • Utiliza o jogo para aumentar a popularidade / status social e sua auto-estima;
  • Volta a sua atenção sobretudo para o rendimento e performance;
  • Valoriza a vitória e, se possível, com o menor esforço;
  • É capaz de utilizar meios ilícitos para vencer (fraudes, técnicas e táticas enganosas, agressividade e deslealdade, violação das regras, etc…);
  • Importa-se com a opinião de terceiros sobre o seu desempenho;
  • É menos persistente, desistindo de certas atividades;
  • Face a um desempenho negativo ou insucesso, reage através da atribuição causal a terceiros, ou seja, justifica-se argumentativamente com fatores externos (arbitragem, azar, pressão dos colegas, equipas desequilibradas, falhas dos colegas, etc…);
  • O sujeito procura as atividades de menor grau de dificuldade para obter sucesso mais facilmente;
  • Mostra maior nível de ansiedade e tensão frente às competições;
  • Utiliza medidas padronizadas para obter sucesso;
  • Utiliza a comparação com outros colegas no que tange ao rendimento;
  • Justifica e desculpa-se perante o fracasso ou insucesso, despertando sentimentos negativos e opta por tarefas mais fáceis, com menos riscos, implicando níveis mais baixos de desempenho, ou evita o envolvimento na atividade.

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Consultar o artigo “Educação Física e o Ideal Olímpico!…” – ler mais

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