INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

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programa de promoção da saúdeapz com coraçãoSalovey e Mayer definiram inteligência emocional como “a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros.” (Salovey & Mayer, 2000).

Dividiram-na em quatro domínios:

  1. Percepção das emoções – inclui habilidades envolvidas na identificação de sentimentos por estímulos, como a voz ou a expressão facial, por exemplo. A pessoa que possui esta habilidade identifica a variação e mudança no estado emocional da outra.
  2. Uso das emoções – implica na capacidade de utilizar as informações emocionais para facilitar o pensamento e o raciocínio.
  3. Entender emoções – é a habilidade de captar variações emocionais nem sempre evidentes;
  4. Controlo (e transformação) da emoção – constitui o aspeto mais facilmente reconhecido da inteligência emocional – é a aptidão para lidar com os próprios sentimentos.

expressões faciais


Goleman definiu inteligência emocional como “a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e dos outros, de nos motivarmos e gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998)

Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, recorda que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, desse modo, as pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais oportunidades de obter o sucesso. Segundo ele, a inteligência emocional pode ser categorizada em cinco habilidades:

  1. INTRAPESSOAIS (importantes para o auto-conhecimento):
    • Autoconhecimento Emocional – reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem;
    • Controlo Emocional – lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida;
    • Auto-Motivação – dirigir as emoções em função de um objetivo ou realização pessoal;
  2. INTERPESSOAIS:
    • Reconhecimento das emoções noutras pessoas – reconhecer emoções nos outros e empatia de sentimentos;
    • Habilidade nos relacionamentos inter-pessoais – interação com outros indivíduos utilizando as competências sociais.

As capacidades interpessoais são importantes para:

  1. Organização de Grupos – essencial à liderança; envolve iniciativa e coordenação de esforços num grupo, bem como a capacidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança e uma cooperação espontânea.
  2. Negociação de Soluções – característica do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
  3. Empatia – é a capacidade de, ao identificar e compreender os desejos e sentimentos dos indivíduos, reagir adequadamente de forma a canalizá-los para o interesse comum.
  4. Sensibilidade Social – é a capacidade de detetar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.

Inteligência Emocional de Six Seconds®

O modelo é composto por 8 competências essenciais, divididas em três pilares principais. O modelo foi concebido para facilitar a operacionalização (aplicação na prática) da Inteligência Emocional. As competências são:

modelo six seconds

sentirconsciência corporal cinestésica

BIBLIOGRAFIA:

    • Lauri Nummenmaa et al. 2013. Bodily Maps of Emotions. PNAS. january 14, 2014. Vol. 111, nº 2. pp. 645-651: PDF

linha vermelhaIMPACTO WELLNESSWellness: Bem-estar é geralmente usado para significar um equilíbrio saudável do corpo, mente e espírito que resulta em uma sensação geral de bem-estar.

O Impacto do Wellness: Promover o Sucesso Académico através duma Escola Saudável.

  • Lilly Bouie, Jim Bogden et all (2013); “The Wellness Impact: Enhancing Academic Success through Healthy School Environments”; GenyouthFoundation: PDF
  • Perspetiva Holistica: Mente-corpo: Roger Jahnke (2007); “A Conspiracy of Miracles: Qi, Spirit-Mind-Body, and the Transformation of healthcare”; Explore; january/february 2007; Vol. 3; nº 1; pp. 47-54: PDF

educacao somaticaUNIDADE mente corpo1

Consultar a página “Estados Hipometabólicos”: ler mais…

educacao somatica artigo

 

BIBLIOGRAFIA:

  • Marcia Strazzaxappa. Educação Somática: seus princípios e possíveis desdobramentos: PDF
  • Umberto Cerasoli (2015). Resumos do Seminário de Pesquisas em andamento PPGAC/USP. Vol.3.1: PDF

consciência corporal cinestésica

Esta proposta, fundamenta-se na “Unidade Mente-Corpo (Body-Mind), e também contempla não só o estímulo metabólico sobre-elevado, que promove um balanço energético negativo, mas também estímulos hipometabólicos, para aquietar os hiperativos centros emocionais e mentais, devido à ansiedade e medo provocados por um modelo escolar que ativa os mecanismos de defesa das crianças e jovens (modelo SCARF).


deve relaxarritmos de cura

relaxamento de costasmetabolismo

estados hipometabolicos

desordens tensãoA introdução dos Estados Hipometabólicos numa prática corrente da Disciplina de EF tem como objetivo ajudar os alunos a entrarem em contacto consigo próprios (meditação), para depois recuperar a sensação de segurança, ou seja, acalmar os sobreexcitados circuitos emocionais. Para se aquietar a mente é importante aquietar o corpo. Intuitivamente os Mestres ZEN diagnosticaram um problema humano básico: as nossas redes associativas cerebrais estão abarrotadas com pensamentos discriminativos. Este facto reverbera com os circuitos afetivos e viscerais ancestrais, de atitudes impressas desde a infância com noções fortemente matizadas do certo e do errado, James H. Austin (1999).

O medo, ansiedade e emoções incoerentes, vividas pelos alunos, somatizam-se sobre a forma de couraças musculares (tónus muscular), podendo muitas vezes condensar-se em problemas de saúde. (Descarregue o livro de Edmund Jacobson, “You must relax” PDF)

edmund-jacobson-287x364Relaxamento muscular progressivo é uma técnica de relaxamento criada pelo médico e fisiólogo americano Edmund Jacobson, um médico Americano de medicina interna, psicólogo e assistente em fisiologia. Em 1921, introduziu os princípios psicológicos para a prática médica que mais tarde foram chamados de medicina psicossomática. Jacobson foi capaz de provar a ligação entre a tensão muscular excessiva e diferentes distúrbios do corpo e psique. Descobriu que a tensão e esforço eram sempre acompanhados por um encurtamento das fibras musculares e que a diminuição do tónus muscular inibe a actividade do sistema nervoso central. O relaxamento contraria estes estados de excitação e quando bem adaptada, funciona de forma profilaxia prevenindo os distúrbios psicossomáticos.


educação baseada na consciênciaprograma de promoção da saúdemeditacao

5 atividades mionfullness crianças

      1. Movimento – exercício físico.

      2. Respiração.
      3. Escutar música calma e serena.
      4. Exprimir-se.
      5. Caminhar.

linha vermelhaatividades ritmicas e expressivas

Nas aulas de EF, as atividades rítmicas e expressivas contribuem para o desenvolvimento harmonioso do aluno na medida em que estimulam a sua imaginação, atenção, coordenação de movimentos, educação estática, ao mesmo tempo que lhe permitem conhecer melhor o seu corpo, usando-o como meio de comunicação. O movimento humano apresenta três características singulares:

      1. Plasticidade.
      2. Expressão.
      3. Ritmo.

Plasticidade: A possibilidade de realizar uma grande diversidade de movimentos, tais como posturas, equilíbrios, saltos, voltas, passos, deslocamentos, etc., utilizando as técnicas corporais básicas – correr, saltar, puxar e empurrar, rolar, trepar, parar e arrancar, mudar de direção, traduz o caráter plástico do movimento. Podemos dizer que, tal como existe um vocabulário que permite escrever, há também um vocabulário corporal que possibilita a realização, em sequência, de movimentos variados.

Expressão: À possibilidade de realizar grande número de movimentos, junta-se a capacidade expressiva do corpo, isto é, podemos mostrar, através do movimento, os nosso sentimentos e ideias. Por isso se diz que o corpo fala.

Ritmo: Os movimentos corporais podem ser realizados, seguindo o ritmo marcado pela voz, pelo batimento das mãos ou pés, por instrumentos de percussão ou pela música. Com efeito, o som constitui-se como um estímulo significativo a que o corpo responde com naturalidade.

É possível usar o corpo para representar ideias e personagens, expressando o aspetos fundamentais que as caracterizam. Para tal, é necessário possuir um bom domínio corporal e ser um bom observador.


dançaencontro entre dança e educação somáticaA dança é uma das atividades que melhor explora o potencial plástico, expressivo e rítmico do movimento, em íntima ligação com a composição musical que lhe dá suporte. mas é também, fundamentalmente, o resultado da combinação dos diferentes elementos do movimento, organizados em três grandes vertentes.

  1. a utilização do corpo no espaço.
  2. a dinâmica do movimento.
  3. as relações entre os participantes.

Eloisa Domenici destaca a sinergia entre a educação somática e a dança como um subespaço de produção de conhecimento qualificado sobre o corpo. Considera que as práticas de educação somática possibilitaram novos caminhos de investigação e criação, alterando profundamente os modos de fazer dança, para além da clássica epistemologia mecanicista em que se pauta o treino corporal tradicional. A educação somática é um campo emeregente de conhecimento de natureza interdisciplinar que surgiu no século XX, protagonizado por profissionais das áreas da saúde, da arte e da educação. (…) O campo compreende diversos métodos de trabalho corporal, na sua maioria criados na Europa e nos EUA no início do século XX, propondo novas abordagens do movimento, a partir de pressupostos que divergem da visão mecanicista do corpo. Os seus criadores, muitos deles motivados pelo desejo de se curarem, rejeitaram as respostas oferecidas pela ciência dominante, passaram a investigar o movimento nos seus próprios corpos. Assim, esses pioneiros, Moshe Feldenkrais (Método Feldenkrais), Ingmar Bartenieff (Método Bartenieff), Gerda Alexander (Eutonia), Mathias Alexander (Técnica de Alexander), Ida Rolf (Rolfing), Mabel Todd (Ideokinesis), Bonnie Bainbridge-Cohen (Body-Mind Centering), entre outros, criaram as saus teorias baseadas nas suas próprias experiências. Os seus métodos mostraram-se eficientes e, por esses  motivo, disseminaram-se nas décadas seguintes.

Estes pioneiro formularam algumas questões para as quais procuraram respostas inovadoras:

  • Como se dá o movimento no corpo?
  • Quais as relações entre corpo e mente?
  • O que é a perceção e como é que ela opera?
  • Quais as relações entre a perceção e o movimento no corpo?
  • Qual a importância das emoções neste circuito?

O encontro com a educação somática deu-se num momento muito especial em que ocorria uma saturação dos modelos da dança moderna e do preciosismo da forma. Este encontro provocou importantes mudanças na maneira de pensar o corpo na dança: reivindicou o respeito pelos limites anatómicos do corpo, estimulou a exploração de novos padrões de movimento e questionou modelos e conceções bastante firmadas pela tradição acerca do treino corporal. (…) Esta nova filosofia do movimento entendia que o corpo deveria ser livre e compreendido em relação com os seus próprios mecanismos explorando os territórios do imaginário e do sensível (…).

A experimentação e improvisação interessavam como método para investigar novos padrões de movimento, novos reportórios (…). O corpo está diretamente implicado no conhecimento do mundo – a maneira como se experiencia o mundo interfere determinantemente no que se conhece. Então, uma vez que a experiência é algo individual, que pode ser apenas parcialmente partilhada, é impossível uniformizar o conhecimento de cada corpo diante do mesmo objeto ou evento. O corpo não é um ambiente passivo que reage ao mundo de maneira sempre previsível, é um ambiente ativo que constrói novos conhecimentos e comportamentos na interação com o mundo, em tempo real.


Proposta para abordar a dança na aula de Educação Física:

 

Mónica Teixeira orientou esta oficina de dança (10.º CNEF) numa perspetiva que me encantou em particular porque evoluiu segundo o modelo de uma educação física heurística. A Professora Mónica Teixeira abordou a dança na escola segundo uma proposta metodológica baseada nas 9 ações motoras de Luís Xarez Rodrigues.

EDUCAÇÃO FÍSICA HEURISTICA

A observação e análise sistemática do comportamento motor em dança revela-nos as seguintes nove categorias comportamentais: posturas, equilíbrios, saltos, voltas, deslocamentos, passos, gestos, quedas e contactos, tendo sido utilizados como critérios diferenciadores o tipo de apoio e os traços identificadores de grupos de movimentos associados por características comuns.

  1. Posturas: incluem-se nesta categoria todos os momentos de imobilidade definida, englobando as posições de partida e outras figuras típicas, excluindo-se as que se realizam sobre apoio reduzido. Critério-chave: ausência de movimentos.
  2. Equilíbrios: incluem-se nesta categoria todos os momentos de imobilidade definida, realizados sobre apoio reduzido. Critério-chave: apoio reduzido.
  3. Gestos: incluem-se nesta categoria todos os grupos de movimentos de transporte do corpo, realizados com três ou mais apoios similares. Cirtério-chave: apoio cíclico.
  4. Deslocamentos: incluem-se nesta categoria todos os grupos de movimentos de transporte do corpo, realizados com três ou mais apoios similares. Critério-chave: apoio cíclico.
  5. Passos: incluem-se nesta categoria todos os grupos de movimentos relacionados por típicas transferências de peso realizados entre os apoios. Critério-chave: transferência de peso.
  6. Saltos: incluem-se nesta categoria todos os grupos de movimentos caracterizados pela presença de uma fase intermédia de total ausência de apoio. Critério-chave: ausência de apoio.
  7. Voltas: incluem-se nesta categoria todos os grupos de movimentos caracterizados pela existência de uma mudança de direção, com rotação igual ou superior a noventa graus. Critério-chave: mudança de direção.
  8. Quedas: incluem-se nesta categoria todos os grupos de movimentos caracterizados por perda momentânea de estabilidade e a sua recuperação de modo controlado, com transferência de peso específica ao nível do apoio. Critério-chave: perda de estabilidade.
  9. Contactos: incluem-se nesta categoria todos os grupos de movimentos caracterizados pelo contacto físico com pessoas ou objetos, em que o aspeto relacional é determinante para a execução dessas ações. Critério-chave: contacto.

Gostei muito desta abordagem que me fez sentir livre na forma de abordar o movimento, o corpo e o ritmo expressivo…

Bibliografia:

  • Luís Xarez Rodrigues, “Dança na escola: proposta metodológica com base nas ações motoras”: PDF

Bibliografia complementar:

  • José António de Oliveira Lima (2010); “Educação somática: limites e abrangências”; Pro-Posições, Campinas; Vol. 21; n.º 2(62); maio-agosto 2010; pp. 51-68: PDF
  • Marcílio Souza Vieira (2015); “Abordagens Somáticas do Corpo na Dança”; Revista Brasileira Estudos Presença; Vol. 5; n.º 1; jan-abril 2015; pp. 127-147: PDF
  • (…); “A importância da dança no processo Ensino Aprendizagem – a dança aprimorando as habilidades báicas, dos padrões fundamentais do movimento”: PDF
  • Adriana Di Marco Neves; “Dança e Psicomotricidade: Propostas do ensino da Dança na escola”: PDF

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EUTONIA:  O aluno consciencializa os aspetos da anatomia emocional na primeira pessoa através da exploração do tónus muscular e das tensões no seu corpo. O aluno aprende a reconhecer os mecanismos da motilidade enquanto expansão e contração, alongamento e encolhimento, distenção e recolhimento. É o fluxo interno, diferente do movimento que reporta aos músculos esqueléticos, a uma ação destinada às funções de parar e avançar. O aluno aprende a anatomia como auto-identidade, como processo cinético e emocional dinâmico. O estudo da forma humana revela a sua hitória genética e emocional. A forma reflete a natureza dos desafios individuais e como afetam o organismo humano.

A estratificação emocional do organismo pode ser comparada aos anéis de uma árvore, cada um deles revelando uma idade e uma experiência. Por exemplo, rebeldia e orgulho podem encobrir medo e tristeza, os quais, por sua vez, encobrem timidez e ansiedade em relação a um possível abandono. Cada uma dessa configurações é somáticamente estruturada. A camada externa pode ser dura e rígida para encobrir retraimento e contracção, os quais ajudam a encobrir a expectativa inflada de uma criança abandonada que tem medo do colapso. Esses impulsos ilustram a complexidade da realidade somática. Na vida real, a realidade somática combina camadas e segmentos para adquirir lógica emocional para um determinado indivíduo. Cada um de nós responde de um modo único às agressões e desafios que temos de enfrentar em diferentes períodos da nossa vida.

ANATOMIA EMOCIONAL (2)Os terapeutas Corporais e Profissionais do Movimento modernos (Psicomotricidade) estão conscientes que TRAUMAS ACUMULADOS podem causar um gradual desalinhamento (Linha de Gravidade) do corpo relativamente à sua vertical (James L.OSCHMAN,  2000. Energy Medicine –The Scientific Basis. Churchill Livingstone).

  • Qualquer trauma é gravado no corpo sob a forma de alterações nas estruturas internas;
  • Estas estruturas podem recuperar a sua posição original, mas com algum dano;
  • Mesmos os desvios mais pequenos possuem efeitos cumulativos e a longo prazo, sobretudo se existe uma alteração na forma como o peso é transportado (ALTERAÇÃO EM RELAÇÃO Á GRAVIDADE);
  • Qualquer alteração local provoca alterações compensações em todo o corpo;

unidade motionNuma perspectiva neurobiológica a musculatura estriada constitui uma sede de espasmos permanentes que provocam uma ARMADURA MUSCULAR. Esta, reflecte uma EVOLUÇÃO HISTÓRICA de um ser face a um desenvolvimento. Todas as trocas com o meio passam pela musculatura estriada de relação e é por ela que o ser humano estrutura a sua corticalidade. TODO O CONFLITO SUSCITA UMA REACÇÃO MUSCULAR DE DEFESA. Há entre uma tensão nervosa e uma tensão muscular uma relação de equivalência entre uma tensão nervosa e uma tensão muscular, FONSECA, Victor (1989), citando Wilhem Reich. O corpo humano, muitas vezes perde a sua integridade tensional relativamente à sua linha da gravidade (Sistema gravitacional), ou seja, os músculos, tecidos conectivos ou coberturas miofasciais e as suas ligações aos tendões, ossos, ligamentos e cartilagens que nos suportam neste campo gravitacional e nos permitem mover e agir no nosso ambiente, acabam por dar lugar a desvios do ráquis.


educacao somática


Tal como a biomecânica a eutonia preocupa-se com a economia do movimento porém, a abordagem segue caminhos distintos. A biomecânica analisa o corpo numa perspetiva exterior de forma instrumental, a eutonia ajuda o indivíduo a consciencializar as forças e tensões corporais de dentro para fora. Se falarmos em termos de economia do movimento, esta é um dos problemas fundamentais não resolvidos nas ciências do desporto. Muitos autores demonstraram que pode existir até 30% de diferenças entre indivíduos em forma no domínio do custo energético da locomoção, mesmo quando é expresso em kilogramas de peso corporal por minuto.

cinegrama marchaoscilação na marchapressão plantar

Vítor da Fonseca (1986), “Temas de psicomotricidade”, refere que a “função práxica tem a ver com a capacidade de programar o movimento como produto final, tendo atrás de si imensos processos internos de elaboração. A praxia envolve um plano e uma execução. O plano é uma função psicológica”, emocional e espiritual, “a execução é uma função motora, ou seja, a expressão da riqueza dessa organização” (psicológica, emocional e espiritual).  Daí a importância de estudarmos os vários componentes psicomotores, e como é que eles se organizam para produzirem o movimento Belo, Simples, Económico e Harmonioso 

A Eutonia como pedagogia pode levar a pessoa a perceber e ter consciência de sua realidade somática (totalidade), como terapia pode ampliar o conhecimento sobre si e como arte liberar seu potencial criativo. Nesse procedimento, cada um é responsável por seu próprio processo de educação e reabilitação. Trata-se de um método de investigação e observação do corpo em que a pessoa é, simultaneamente, o sujeito e objeto de sua própria experiência. A investigação na busca do contato consciente com o corpo centra-se na atenção dirigida às partes e ao corpo em conjunto. A escuta do corpo e o estado de presença alcançado por esta escuta são fundamentais para compreensão de um corpo consciente. Desenvolver a capacidade de atenção é um dos objetivos da Eutonia.
Um de seus aspetos centrais, como pedagogia e terapia, é o trabalho sobre o tónus muscular. Reporta-se à estimulação da sensibilidade proprioceptiva, o qual repercute em toda a personalidade e atuação social. A Eutonia não segue modelos nem propõe padrões, mas através da ênfase na atenção e mobilização física e do lugar dialético de objeto-sujeito, procura partir da instância física (mental) para a dimensão social.

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