Educação Física de Qualidade


CONSIDERAÇÕES INICIAIS


Em 2013, a UNESCO fez uma parceria com a North Western Counties Physical Education Association (NWCPEA) para realizar uma pesquisa global e revisão da literatura sobre a situação da educação física. O objetivo fundamental da pesquisa foi determinar um conjunto de indicadores de referência sobre Educação Física de Qualidade (QPE), que poderiam ser enquadrados como aspectos fundamentais a ser adotados e adaptados para implementação global.

A pesquisa concluiu que há compromissos políticos de nível governamental para a educação física mas, embora alguns governos se tenham comprometido com a legislação para a provisão de educação física escolar, outros foram lentos ou reticentes ao traduzir essas declarações de intenção em ações concretas através da implementação real desses compromissos.

UNESCO – 7 áreas de preocupação:

  1. Lacunas persistentes entre as medidas políticas assumidas e a implementação da Educação Física.
  2. Tempo curricular da EF insuficiente.
  3. Relevância e qualidade do currículo de Educação Física.
  4. Qualidade dos programas iniciais de formação de professores.
  5. Insuficiência na qualidade e manutenção das instalações.
  6. Continuação de barreiras à igualdade e acesso à EF.
  7. Coordenação escola-comunidade inadequada.

A participação no projeto EFQ (Educação Física de Qualidade), como parte de um currículo (Quadro de Estudos), pode facilitar o desenvolvimento de:

  • Cidadãos responsáveis e ativos.
  • Habilidades e valores tais como, pensamento crítico, criativo e inovador, resolução de problemas, tomada de decisão, empatia, habilidades interpessoais / comunicativas, respeito, tolerância e compreensão intercultural, que são necessários para resolver os desafios do século XXI.
  • Alunos com alfabetização física, conhecimento e confiança necessários para o desempenho académico.
  • Envolvimento permanente na atividade física.

LITERACIA FÍSICA


A alfabetização física (Literacia Física) é o alicerce da educação física e não é um programa, mas o resultado de qualquer modelo organizado e coerente de educação física, que pode ser alcançado com maior facilidade, caso os alunos encontrem as condições e oportunidades adequadas para concretizar o seu potencial individual.

Deborah Tannehill 1Deborah Tannehill (2016 – 10º CNEF) afirma que as opções curriculares precisam refletir os interesses e personalidades dos estudantes, a cultura da escola e os recursos da comunidadePropõe que os professores de educação física devem orientar a sua abordagem em função do aluno em vez de uma abordagem centrada nas matérias, colocando a aprendizagem dos alunos no coração do ensino.

condutas motoras 1

O EFQ deve permitir que as crianças e os jovens se tornem fisicamente alfabetizados/Literados durante todo o percurso educativo. As habilidades motoras básicas ou fundamentais são um aspecto vital da alfabetização física e, também, para o desenvolvimento de cidadãos saudáveis, capazes e ativos.

Considerando a importância da EFQ para o desenvolvimento humano, as políticas educativas devem enfatizar isso, apoiando a alfabetização/Literacia física através de programas de educação desde o primeiro ciclo, incentivando a atividade física todos os dias, como correr, pulando, escalar, dançar e saltar.

Na Carta de Ottawa (OMS, 1986), uma ação de promoção da saúde significa:

  1. construção de uma política de saúde pública.
  2. criação de envolvimentos que sustentem a saúde.
  3. fortalecimento da ação da comunidade para a saúde.
  4. desenvolvimento de competências pessoais.
  5. reorientação dos serviços de saúde.

Os estilos de vida estão ligados aos valores, às motivações. às oportunidades e a questões específicas ligadas a aspetos culturais, sociais e económicos (OMS, 1986). Não há um mas sim vários tipos de estilos de vida “saudáveis”, e a variedade estabelece-se em função do grupo onde o indivíduo está inserido e das suas próprias características individuais. Argyle (1997) defende que a FELICIDADE, o HUMOR e a SAÚDE se inter-influenciam.


ALUNO FISICAMENTE LITERADO


A promoção da Alfabetização/Literacia Física deve continuar a ser uma característica fundamental de qualquer currículo de educação física ao longo do ensino primário e secundário.


Qual é o perfil de uma pessoa Fisicamente Alfabetizada/Literada?

  • Pessoas fisicamente alfabetizadas/literadas (FA/L) demonstram uma boa agilidade, coordenação e controle corporal, podem responder às exigências de um ambiente em permanente mudança e mostram flexibilidade adaptativa.
  • Relacionam-se bem com outros, demonstrando sensibilidade na comunicação verbal e não verbal e desenvolvem relações empáticas. O indivíduo FA/L está recetivo e confiante para descobrir e experimentar novas atividades e mostra-se disponível relativamente às opiniões, experiência e orientações de terceiros. Desenvolve a autonomia e auto-regulação para  escolher e evoluir de acordo com o seu projeto pessoal.
  • O indivíduo apreciará o valor intrínseco da educação física, bem como o seu contributo para a saúde e o bem-estar. Ao longo da sua vida estará consciente de que a prática de exercício físico é uma vantagem e apto para escolher um estilo de vida ativo e saudável.

OS BENEFÍCIOS de INVESTIR na EFQ


Preencher a lacuna entre Política e Prática:

Apesar dos benefícios da Educação Física, a política não está a ser traduzida na prática. 97% dos países do mundo declaram que a EF é obrigatória, no entanto:

  • Apenas 79% dos países têm programas de educação física prescritos/pré-estabelecidos.
  • Em 54% dos países a educação física tem um estatuto considerado inferior ao de outras matérias como é o caso de Portugal.
  • Apenas 71% dos países aderem aos regulamentos de implementação e execução dos programas.
  • Apenas 53% das escolas primárias têm professores de EF qualificados.

Este projeto também enfatiza os retornos socioeconómicos (Vantagens económicas do investimento num estilo de vida ativo), consequentes de se investir na Educação Física de Qualidade nas Escolas. Em termos genéricos, ganha-se num aumento da expectativa de vida em cerca de 5 anos, fortalece-se a economia porque pessoas saudáveis produzem mais e melhor e ganha-se numa redução da morbilidade entre outros ganhos:

  • Redução do risco de doenças.
  • Diminuição do absentismo.
  • Redução dos custos de saúde.
  • Diminuição da possibilidade de efetuar escolhas de risco.
  • etc…

Investimento numa Política de Saúde Pública.

Normalmente olhamos para os jovens em idade escolar como recursos humanos. Ou seja, o objetivo final é de caráter económico e o fator humano é um meio para se atingir um fim, a economia.

educação física apoio

Defendo um paradigma que inverte esta lógica. Como tal, o principal objetivo da Educação Física de Qualidade é promover a Felicidade e a realização individual e coletiva. Como a escola não é uma ilha isolada da sociedade é preciso investir numa sociedade equitativa.

As decisões e investimentos políticos, na sociedade em geral e na educação em particular, devem estar orientados para a valorização das pessoas, dando ênfase à igualdade social, uma vez que existe uma forte correlação entre desigualdade social e os problemas sociais e de saúde.

desigualdade 2

igualdade vs equidade

O modelo que proponho enfatiza as competências suaves como elemento central de uma Educação Física de Qualidade, onde o corpo e a Inteligência Corporal assumem um papel muito importante, porque a aprendizagem é dinâmica e ativa. A literacia emocional e social são prioritárias num mundo onde impera a desarmonia social/relacional e numa escola onde muitas crianças estacionam no Quadrante 3 e 4 (Hostilidade). É imperativo investir-se nos 3º e 4º Pilares da Educação da UNESCO, “aprender a relacionar-se com os outros e aprender a ser!” e a EF de Qualidade deve integrar esta linguagem para ajudar a construir uma Escola e  Sociedade Felizes.

circumplex personalidade + triangulo opressivo

 


ESCOLA FELIZ


Os valores e as habilidades de comunicação são um complemento essencial ao conhecimento cognitivo.

Este é o modelo que proponho para o desenvolvimento de uma EF (motricidade) de QUALIDADE

apz com coração

É importante investir em ambientes de aprendizagem e atividades motoras heurísticas que permitam ao aluno:

  • Sentir-se valorizado no seu estatuto,
  • Compreenda o que se espera dele e quais os seu objetivos pessoais
  • Possa sentir certeza e segurança nas escolhas que faz, tenha espaço para desenvolver o seu caminho personalizado e divergente com autonomia,
  • Sinta que pertence (filiação) a um contexto socialmente nutridor e empático.
  • Tenha a possibilidade de desenvolver os seus talentos num contexto justo  e equitativo (divergente).
  • E tenha a possibilidade de realizar o seu potencial individual  à sua medida.

Por esse motivo enfatizo as seguintes atividades:

  • Método Natural” de Georges Hébert, o movimento na natureza e o parkour – LINK
  •  Jogos Cooperativos (Team Building) e menos os competitivos (Olímpicos: Link) – LINK
  • Atividades Holopráxicas (hipometabólicas), um conjunto de práticas que promovem o equilíbrio, paz interior e a unidade corpo-mente. Para alcançar a plenitude, o Ser Humano precisa estar em harmonia, e para a alcançar precisa investir no equilíbrio e sintonia do corpo, mente e espírito.
  • Multinteligências (3º e 4º Pilares da educação da UNESCO), numa Educação Física de Qualidade.
  • Personal Training na Educação Física (Treino em Circuito) permitindo que o aluno participe ativamente na construção do seu plano de treino personalizado (objetivo pessoal e método de treino individual), na aula de Educação Física de Qualidade – LINK
  • Game Designer: garantindo aos alunos tenham a possibilidade de construir os jogos em função dos objetivos estabelecidos e das competências que pretendem desenvolver – LINK

energia-organizacionalSe os alunos forem confrontados com os desafios de dificuldade elevada (ajustados) e lhes for permitido desenvolver as competências adequadas para a resolução dos problemas que enfrentam, as aulas de Educação Física fluem porque se cria o ambiente favorável para a aprendizagem (Zona Produtiva = Interesse, dinamismo, desenvoltura, sinceridade | satisfação, entusiasmo, alegria).

childrens-1

Sugata Mitra, com a sua “Experiência do Buraco na Parede” provou:

  • sugata-mitraAs crianças podem-se ensinar a elas próprias.
  • A educação é um sistema auto-organizado onde a aprendizagem é um fenómeno emergente.
  • As crianças conseguem com frequência responder a questões muitos anos à frente dos conteúdos que estão a aprender nas escolas.

O CUSTO da FALTA de INVESTIMENTO


  • 3.2 milhões de mortes prematuras por ano.
  • 80,3% das crianças dos 13-15 anos no mundo praticam menos de 60 minutos de atividade física por dia.
  • É responsável por 6% da mortalidade mundial.
  • Na educação infantil, apenas 2-3% do tempo das crianças é dedicado à atividade física.
  • Provoca mais mortes que o tabaco.

AULAS de EF com QUALIDADE


Universidade de Birminghan – LINK

alunos que gostam de EF

Imagem baseada nos dados apresentados no vídeo Outstanding Physical Education Lesson da Universidade de Birminghan – 37% das raparigas raramente ou nunca gostam da Educação Física. | 26% dos rapazes raramente ou nunca gostam da EF.

  • 37% das raparigas raramente ou nunca gostam da Educação Física.
  • 26% dos rapazes raramente ou nunca gostam da EF.

A UNESCO sublinhou a necessidade urgente das escolas abordarem a inatividade física, melhorando as experiências de educação física dos jovens. Verifica-se paralelamente uma necessidade e preocupação crescente no sentido de se efetuarem investimentos nas escolas que facilitem a melhoria da qualidade da intervenção dos professores de educação física para que possam alcançar os mais altos níveis de desempenho.


PROFESSOR de EF de QUALIDADE


Como é que o Prof. de EF consegue melhorar as experiências de educação física?

  1. treinadorDiagnostica
  2. Intervém
  3. Avalia

Recorre a várias estratégias e métodos tais como:

planear a educação física

  • Monica Stanescu. 2012. Planeamento em Educação Física – da teoria à prática: PDF
  • Judith E. Rink (2013). Measuring Teacher Effectiveness in Physical Education: PDF

team building & multinteligencia

A construção de equipas (Team-Building TB) é um conceito que abarca vários tipos de atividades e estratégias para melhorar as relações sociais e definir papeis dentro das equipes, muitas vezes envolvendo tarefas colaborativas.

O TB aplica-se nas aulas de educação física com o intuito de ajuda a desenvolver competências:

  • Coordenar os elementos da turma/equipa em torno de metas e/ou objetivos.
  • Estabelecer relações de trabalho efetivas entre os alunos.
  • Reduzir a ambiguidade no papel dos elementos da equipa.
  • Encontrar soluções para os conflitos da turma/equipa.

team building etapas


A – SUPORTE

  1. suporteStructure of Observing Learning Outcome (Taxonomia SOLO) 
  2. Estilos de Ensino Centrados no aluno (EEA) & Aprendizagem por Mestria (AM)
  3. Auto-Regulação da aprendizagem (ARA).
  4. Métodos Ativos de Ensino (MAE) (discussão em grupo = colaborar, realizar pela prática experimental, ensinar os outros).
  5. Flip Educação Física (FEF)
  6. Testes Sociométricos (TS)

B – COLABORAÇÃO

colaboracao

  1. Programas de Aprendizagem Emocional e Social (PAES) – Literacia Emocional e a RULER
  2. Treino Personalizado em EF – TPEF (Tutorias e parcerias entre alunos)
  3. Game Designer (GD) – teoria do jogo e criação de jogos por medida pelos e para os alunos.
  4. Jogos Cooperativos (JC)
  5. Teaching Games for Understanding (TGfU )

A – SUPORTE

1 – Structure of Observing Learning Outcome (SOLO)

Structure_of_Observed_Learning_Outcomes_(SOLO)_Taxonomy

TAXONOMIA solo

Amanda Amantes & Oto Borges. O uso da Taxonomia SOLO como ferramenta metodológica na pesquisa educacional.


2 – ESTILOS DE ENSINO CENTRADOS NO ALUNO & MESTRIA

Diapositivo4

  • Márcia Gozzi e Helena Ruete. 2006. Identificando estilos de ensino em aulas de educação física em segmentos não escolares PDF
  • Helder Guerra de Resende. 2011. Metodologias de ensino em educação física: os estilos de ensino segundo Mosston e Ashworth. – PDF
  • Todd Rose, Parisa Rouhani and Kurt W. Fisher (2013), “The Science of the Individual”; Mind, Brain and Education: PDF
  • Ernest O’Boyle & Herman Aguinis (2012). The best and the rest: revising the norm of normality of individual performance: PDF

PROBLEMA 2 SIGMA 1

  • Benjamin S. Bloom (1984); “The 2 Sigma Problem: The Search for methods of Group Instruction as Effective as One-to-One Tutoring”; Educational researcher; Vol. 13; Nº 6; jun-jul 1984; pp. 4-16: PDF


3 – APRENDIZAGEM AUTO-REGULADA

aprendizagem auto-regulada

  • Nasser Yasser AL-rawahi (2015); “Journal of Physical Education and port management self-regulated learning processs utilized by Omani Physical Education candidates in mastering sport skills”; Journal of Physical Education and Sport management; Vol. 6(3); pp. : PDF

  • Sharon Zumbrunn et all. (2011); “Encouraging Self-regulated learning in the Classroom: A review of the Literature”: PDF


4 – MÉTODOS ATIVOS DE APRENDIZAGEM

sugata mitra sole

  1. Os alunos entre 8 e 12 anos podem escolher os seus grupos de 4 e a sua própria grande questão/Dúvida.
  2. Os alunos podem mudar de grupo sempre que desejarem.
  3. Os alunos podem ver o que os outros grupo sestão a fazer e levar a informação para os seus grupos.
  4. Os alunos podem falar livremente entre si e discutir com outros grupos.
  5. Os alunos podem-se deslocar livremente pelo espaço de aula.
  6. No final da sessão partilham com os restantes elementos a resposta á grande questão.
  7. SOLE Toolkit PDF
  8. Juliana C. B. de Carvalho, Sandra F. C. de Almeida (2011); “Desenvolvimento moral no ensino médio: Concepções de professores e autonomia dos alunos“; PDF.


5 – FLIP EDUCAÇÃO FÍSICA

LOGO FLIP ED FISICA

Kerry Shoebridge é professora de educação física na Shireland Collegiate Academy, no Reino Unido, tendo iniciado a sua experiência no projeto iTEC com o quadro interativo SMART na sua escola.

  • Kerry Shoebridge. Flipped Learning in Physical Education: PDF

6 – TESTES SOCIOMÉTRICOS

Como adultos a trabalhar no meio de um grupo de crianças, damo-nos conta de que algo de vital acontece à nossa volta, mas não somos capazes de decifrar o seu significado. Desorientados pela rápida ação recíproca das trinta crianças numa turma, temos tendência para evitar aquilo que não percebemos. Sempre que tentamos ajudar as crianças a darem-se bem umas com as outras, constatamos que as nossas tentativas não são eficientes. O teste sociométrico não trata dos aspetos de comportamento social normalmente focados tais como, cooperação e consideração, agressão e submissão. Na realidade vai ao âmago da questão, as relações entre crianças.

aluno professor quadrantes

A Drª Mary Northway é uma das mais antigas investigadoras no campo da sociométria com crianças. Aprendeu a integrar as reações espontâneas das crianças, umas para com as outras, e que se repetem constantemente, em vez de procurar evitá-las. Descobriram a maneira de utilizar as relações entre as crianças, com toda a sua força e potencial, como ajudas materiais no seu trabalho escolar. Os testes sociométricos ajudam-nos a avaliar:

  1. O grau de integração de uma criança no grupo.
  2. A descobrir a maneira como ela está a tentar integrar-se.
  3. Ver se a sua experiência social se está a realizar dum modo salutar ou não.

sociogramas grafos

Ricardo Ribeiro. 2011. Jogos Cooperativos em Educação Física: um estudo de caso: PDF


B – COLABORAÇÃO

1 – PROGRAMAS DE APRENDIZAGEM EMOCIONAL E SOCIAL EM EF:

RULER int emocional2

  • Marc A. Brackett, et al. 2010. RULER: PDF
  • Zorana Ivcevic & Marc Brackett. 2014. Predicting success: Comparing Conscientiousness, Grit, and Emotion Regulation Ability: PDF
  • Carolin Hagelskamp et al. 2013. Improving Classroom Quality with the RULER approach to Social and Emotional learning: PDF
  • Lori Nathanson et al. 2016. Creating Emotionally Intelligent Schools with RULER: PDF
  • Ruth Castillo et al. 2013. Echancing Teacher Effectiveness in Spain: A Pilot Study of the RULER Approach to Social and Emotional Learning: PDF
  • Marc A. Brackett et al. (2012). Enhancing academic performance and social and emocional competence with the RULER Feeling Words Curriculum: PDF
  • Rollin McCraty (2001); “Science of the heart – Exploring the Role of the heart in Human Performance”; Heartmath research Centre. PDF

  • Alexandre Mouton et al. (2013). Emotional Intelligence and Self-Efficacy Among Physical Education Teachers: PDF
Roda_Das_Emocoes de plutchik

PLUTCHIK, Robert et al. (2002); “Emotions and Life – perspectives From Psychology, Biology, and Evolution”; American Psychological Assotiation


2 – PERSONAL TRAINING EM EF

operacionalizar o PT na aula de educacao fisica

treino em circuitoDiapositivo49

explicar-o-pt-aos-alunos


3 – GAME DESIGNER EM EF:

fases do jogo

Teoria dos jogos é um ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno. Os resultados da teoria dos jogos tanto podem ser aplicados a simples jogos de entretenimento como a aspectos significativos da vida em sociedade. Embora similar à teoria da decisão, a teoria dos jogos estuda decisões que são tomadas num ambiente onde vários jogadores interagem.

Na teoria dos jogos, um jogo cooperativo/competitivo é um jogo onde um grupo de jogadores, conjuga esforços para vencer outra equipa. Um exemplo desse tipo de jogo é o jogo de coordenação, onde os jogadores procuram chegar a um consenso sobre uma decisão. Os jogadores têm de cooperar durante o decorrer do jogo e cada um assume uma função e cada função é complementar de outra função, e por isso, se todos cooperarem a equipa vencerá.

O que é um jogo?

  • Huizinga (1993, p.33) define o jogo como “… atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço…”. O jogo é uma atividade marcada pelo prazer.
  • Porém para Vigotsky, nem todo jogo é agradável, pois o prazer depende da qualidade das interações sociais que ocorrem durante o jogo e do nível de expectativa de quem brinca.

Conceito de jogo.

É uma atividade simples ou complexa, predominantemente motora e emocional, desenvolvida espontaneamente segundo regras preestabelecidas, com fim recreativo, desportivo e ao mesmo tempo de adaptação à realidade social. O princípio fundamental do jogo é a educação, provocando o desenvolvimento e aprendizagem dos valores éticos e morais.

Teoria Piagetiana:

A sua maior preocupação foi estudar o indivíduo para compreender como ele constrói o seu conhecimento através do jogo.

Pressupostos básicos de sua teoria:

  • Interacionismo e Construtivismo: a criança interage com a realidade a todo momento. (objetos, ambiente e indivíduos). O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram.

No jogo e nas brincadeiras a criança participa da construção do mundo, fantasiando, transformando, inventando regras, construindo brinquedos, etc. Piaget interpreta o jogo no contexto do pensamento da criança, identificando três critérios:

  • É uma atividade espontânea;
  • É uma atividade que dá prazer;
  • É uma atividade que envolve motivação intrínseca.

joaomfjorgeComo é que o Professor de Educação Física, recorrendo à teoria do jogo, permite que as crianças, no decorrer da aula(as), criem os seus próprios jogos, mediante objetivos propostos, com o intuito de desenvolver a aprendizagem de valores éticos e morais e ao mesmo tempo desenvolver as capacidades condicionais e coordenativas. Elas terão que construir um cenário, inventar regras, definir os papeis e interações (narrativa) e construir os desafios a ultrapassar (fazer coisas novas). Os alunos constroem o seu conhecimento através do jogo.


4 – JOGOS COOPERATIVOS

jogo colaborativo

Uma estrutura cooperativa traduz-se pela orientação dos esforços de diferentes indivíduos no sentido de atingir um objetivo em comum, contribuindo ao mesmo tempo para o sucesso individual e para o dos outros. Este factor promoverá situações em que o indivíduo só será bem-sucedido no seu objetivo se, e apenas se, os outros também o forem, criando-se desta forma uma interdependência positiva entre os participantes.

  • Ricardo Ribeiro. 2010-2011. Jogos Cooperativos em Educação Física: PDF

5 – TEACHING GAMES for UNDERSTANDING:

futebol campo dedo

O modelo Teaching Games for Understanding (TGfU) reveste-se de importância na atualidade, afigurando-se como um modelo de ensino com potencialidades evidentes para o desenvolvimento integral dos alunos. No entanto, o investimento recente da investigação tem se centrado no desenvolvimento das formas de jogo e na teorização da sua aplicação sendo que fatores complementares do modelo, tais como, os estilos de ensino adotados e o tipo de questionamento apresentam menor desenvolvimento teórico.

De fato, tal abordagem é originada no sentido de contrapor algumas tendências possivelmente nocivas à aprendizagem através de abordagens tradicionais de ensino, destacando:

  • Uma grande percentagem de jovens obtinha escasso sucesso como consequência da ênfase técnica.
  • Os alunos ensinados através de modelos analíticos conheciam superficialmente o jogo e, por conseguinte, demonstravam fragilidade na forma de como abordar o mesma.
  • Os alunos com elevadas qualidades técnicas possuíam escassa capacidade de decisão em jogo.
  • Escassez de criatividade e reflexão sobre o desporto por parte dos agentes do mesmo.

Contrastante com as conclusões dos autores sobre o modelo tradicional de ensino, o objetivo do modelo TGfU é permitir que os alunos aprendam os aspetos táticos através da prática de versões modificadas de jogo (e.g., jogos condicionados, simplificados) adequados às necessidades de proficiência dos alunos. No fundo, os autores defendem que o modelo não aceita que a tática deva aguardar pelo desenvolvimento e refinamento da técnica, enfatizando que os jogos para a compreensão centram-se na tática, regras e equipamentos modificados que promovem interesse dos alunos pela prática.


BIBLIOGRAFIA:

A redação deste artigo apresenta informação retirada da página da UNESCO (texto e imagens), relativamente ao projeto Educação Física de Qualidade (infográfico: pdf).

  • UNESCO. A Practical Guide for School Leaders – Designed to Move ACTIVE SCHOOLS: PDF
  • UNESCO. Active children do better… and so do active schools: PDF
  • UNESCO. Diretrizes em Educação Física de Qualidade – Para gestores de políticas: PDF
  • UNESCO. Educação Física de Qualidade – Diretrizes para políticas | metodologia: PDF
  • UNESCO. Infográfico: Políticas em Educação Física de Qualidade: PDF
  • UNESCO. Carta Internacional da Educação Física, da Atividade Física e do Desporto: PDF
  • University of Birminghan. Outstanding Physical Education Lessons: LIN
  • Karen Martin. 2010. Brain Boost Sport and Physical Activity Echance Children’s Learning: PDF
  • Karen Martin. 2010. Brain Boost: Sport and Physical Activity enhance children’s learning: PDF

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