Educação Física e a Reabilitação Social das Escolas


CLIMA NUBLADO NAS ESCOLAS


Nós gostamos muito de “brincar ao faz de conta”, e todos nós preferimos acreditar que uma escola bem arrumadinha, limpinha, cuidada e organizada é sinónimo de que tudo está bem. Porém, as escolas não são os edifícios nem os processos burocráticos e/ou administrativos, mas as pessoas! E as pessoas não estão bem!…

A escola estacionou entre a resignação e a agressividade

1-saúde-energia-vitalidade-vigorQuando a energia organizacional diminui, tanto  na sua intensidade como qualidade, verificam-se com frequência comportamentos e atitudes de desinteresse, apatia, cansaço, cinismo, medo, frustração e desconfiança. A Confiança é o ingrediente chave para a cooperação e partilha. A desconfiança favorece a competição, individualismo e um excesso de preocupação com os seus próprios interesses Segundo um estudo daWorld Value Survey, Wave” PDF (2005-2008), a percentagem de pessoas que consideram ou ponderam a hipótese de se poder confiar na maior parte das outras pessoas é extremamente baixo (10%). A confiança é a base da maioria das relações pessoais, que por sua vez são determinantes essenciais do bem-estar humano e desenvolvimento económico. A análise teórica e empírica mostra que, altos níveis de confiança interpessoal tornam muitos aspetos da vida mais agradáveis e produtivos.

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É importante implementar Currículos de Literacia Emocional para ajudar os jovens em idade escolar a efetuar um percurso no sentido do quadrante amigável (coerente)


SINTOMAS DE MAU-ESTAR


PROFESSORES:

  • Exaustão emocional e baixa realização profissional: a maioria dos educadores ingressa na profissão para ajudar os alunos na apropriação do conhecimento, levando-os ao crescimento intelectual e ao resgate da auto-estima. Por este motivo, quando percebem que não mais contribuem para o desenvolvimento dos estudantes, os professores ficam vulneráveis a sentimentos de profundo desapontamento e enfrentam a frustração e depressão psicológica. Muitos alunos estão na escola mas resistem ao processo de aprendizagem por não se identificarem com este modelo.
  • A Educação Física deixou de contar para a média de entrada no Ensino Superior (Decreto-Lei n.º 139/2012 de 5 de julho; artigo 28.º efeitos da avaliação: 4 — … a classificação na disciplina de Educação Física … não entra no apuramento da média final). Muitos foram os alunos que desinvestiram da disciplina e muitas foram as escolas que banalizaram a Educação Física.
  • Burocracia acima da pedagogia: certos modos rotineiros de comportamento totalmente anacrónico, que prejudicam indivíduos e grupos. Investe-se demasiado tempo e energia em procedimentos cujo único propósito é justificar perante inspeções que os professores cumprem as suas tarefas (Teoria da mediocridade das massas), ou garantem elementos necessários para justificar a qualidade do seu trabalho perante possíveis recursos de alunos.
  • Saúde Mental: na contracapa do livro de Luísa C. Fernandes, “Os medos dos Professores… e só deles“, o Prof. Dr. Mário Simões refere: “Como Psiquiatra, vim a verificar que o(a) professor(a) do ensino secundário é das profissões mais representadas no meu ficheiro, senão a mais representada, situação que outros colegas me confirmam. Que se passa então com esta classe profissional para que em tão grande número busque ajuda junto dos profissionais de saúde mental? Que sucedeu entretanto às motivações que os levaram a escolher o ensino? Que medos surgiram no decurso da profissão, que não existiam antes? Qual a sua raiz?”.
  • Medos dos professores: “o medo que o salário não permita satisfazer as suas necessidades pessoais e familiares”, “medo de vir a ter um esgotamento devido à profissão” ou de “ser atribuído um horário zero”, “o medo de falhar ou de não estar à altura”. A indisciplina dos alunos constitui o principal fator de mal-estar dos professores (Luísa C. Fernandes, 2008).
  • Continente das angústias: devido ao vínculo emocional que o professor estabelece com os alunos, estes contam com um objeto externo a si para derramar as suas angústias. Normalmente os alunos projetam as suas experiências no professor, uma vez que sozinhos não conseguem “digerir” os conflitos que transportam. Devido ao cansaço e desgaste desta profissão, nem sempre o professor tem a presença de espírito e a calma necessárias para lidar e amortecer as angústias, conflitos e descargas emocionais dos alunos (muitas vezes carregadas de grande agressividade e revolta), defletindo-as para se proteger e manter a sua sanidade mental. O conflito acontece por vezes como consequência destas dinâmicas psico-emocionais.
  • Ineficácia Profissional: Saúl Neves Jesus (2004) cit. Lens (1994) refere uma investigação realizada com 720 professores belgas onde se verificou que a maioria dos professores considera que, nas suas aulas, mais de 50% dos alunos se encontram desmotivados para o estudo. Simultaneamente, também mais de metade dos professores consideram que, mesmo que queiram, não conseguem motivar os alunos desmotivados, o que revela uma expectativa de ineficácia profissional ou de falta de controlo dos meios para conseguirem motivar os alunos.

ALUNOS:

  • Baixa Tolerância à Frustração (BTF), geradora de muitos problemas emocionais: Das emoções que mais destabilizam os alunos é serem avaliados. Corresponde a uma emoção de medo do fracasso, de medo de errar e que com o erro todos percebem aquilo que muitos deles sentem, principalmente na adolescência, ou seja, que não prestam e que não valem nada (Luísa C. Fernandes, 2008).
  • Medo da vulnerabilidade: impede os alunos de correr riscos porque temem não ser reconhecidos e sobretudo criticados perante as suas dificuldades e/ou insucessos/falhas.
  • Desrespeito pela vontade individual: desde idade precoces que os alunos ficam expostos a um modelo educativo que as desrespeita. A escola coloca demasiada pressão sobre os alunos por causa dos resultados escolares. Hipoteca-se a infância (perda de tempo para se ser criança e brincar), pressionam-se com currículos extensos (“Obesidade Curricular”, João Costa), exige-se que as crianças passem o dia na escola fechadas dentro de salas, sentadas, reduz-se o movimento, uma necessidade básica das crianças. Quando chegam ao ensino secundário estão cansadas de um modelo demasiado correcionista que lhes exige uma hipoteca das suas necessidades básicas, da sua vontade e dos seus ritmos de aprendizagem.
  • Insatisfação com a escola: a experiência com a escola pode ser crucial no desenvolvimento da autoestima e de comportamentos saudáveis”, alertam os peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando comparados com jovens de outros países, os adolescentes portugueses estão mais insatisfeitos com a vida e gostam menos da escola. em 2013-2014, os níveis de satisfação com a escola são os piores de sempre colocando o país na 33.ª posição. Um outro indicador foca o stresse dos alunos com a atividade escolar. Os jovens portugueses sentem-se pressionados pela escola.
  • Brinquedos quebrados: codependência é sobre crianças que perderam a confiança, o sentimento de segurança, criatividade, espontaneidade e o prazer e alegria de ser. A codependencia é um processo de aprendizagem reativa e defensiva quando as crianças se sentem reféns das necessidades dos outros e dos seus sentimentos e problemas. Elas aprendem a ignorar as suas próprias necessidades, sentimentos e vontades.
  • Resposta de adaptação à ameaça: os vários domínios da experiência social dos alunos gravitam em torno das mesmas redes cerebrais utilizadas pelas necessidades primárias de sobrevivência – as necessidades sociais são ameaçadas da mesma forma, no cérebro, como a necessidade pela água e alimento. A reação a ameaças ao estatuto pessoal (medo da falha), à perda de autonomia, a sentimentos de injustiça e à exclusão pelos pares (medo da rejeição social), conduz à adoção de atitudes defensivas tais como:
    • Resignação: ação de aceitar pacificamente as dores ou sofrimentos da vida. Submissão ao desejo de uma outra pessoa ou à vontade externa.

    • Passividade agressiva: resistência difusa em satisfazer expectativas de relações inter-pessoais ou envolvendo o cumprimento de tarefas, caracterizado por atitudes negativas indiretas e oposição velada.

    • Agressividade: expressão de ideias, sentimentos e atitudes de modo hostil, ameaçador ou punitivo, face a uma interpretação exagerada de perigo.


NEGAÇÃO DO PROBLEMA


“nós moldamos a natureza humana moldando as instituições nas quais as pessoas vivem e trabalham…”).

Barry Schwartz, 2010. “Practical Wisdom”

  • Porque motivo a intensidade e qualidade da energia da escola é tão baixa e as pessoas estacionaram entre a Agressividade e a resignação?
  • Porém, mais importante ainda, porque razão os Diretores das Escolas, quando questionados, facilmente afirmam que as “suas escolas” são “Escolas Felizes”, quando todos sabemos que isso não é verdade? Porque vivemos uma realidade disfuncional no que toca às relações inter-pessoais?

PRIMEIRO: a escola vê a prestação e comportamentos dos seus atores em termos negativos. Este é um princípio básico da Teoria X  de Douglas McGregor publicada em 1960 no seu livro The Human Side of Enterprise  e a qual se designa também por “Teoria da Mediocridade das Massas”), sendo uma das mais conhecidas teorias na área de gestão de recursos humanos. A instituição adota um conjunto de pressupostos, e formas de gestão e organização que permitem ao Diretor controlar os professores através de coações e/ou punições (Teoria X) para que se esforcem e cumpram os objetivos estabelecidos pela instituição. Pressupõe-se aqui que o ser humano ordinário é preguiçoso e prefere ser dirigido, evita as responsabilidades, não tem ambições e, acima de tudo, preocupa-se com a sua própria segurança e vantagens pessoais.

SEGUNDO: admitir que a Escola onde trabalhamos é Infeliz, implica assumir que estamos a falhar!… O facto de eu me esforçar e dedicar à minha profissão, como professor de Educação Física, não significa que as minhas aulas sejam um local de alegria, empatia, respeito mútuo e valorização do outro. Também, o facto dos Diretores investirem bastante de si para garantir que sejam alcançados os objetivos da instituição, não garante que os professores se sintam felizes, reconhecidos e apoiados, nem tão pouco que os resultados escolares melhorem significativamente. As condicionantes do modelo educativo impõem-nos constrangimentos que condicionam a nossa prática pedagógica e promovem o conflito, mesmo que o não desejamos e/ou queiramos. O problema advém do facto de estarmos a investir num modelo obsoleto, anacrónico e desadequado. E reconhecer as nossas falhas como professores, diretores e lideres políticos remete-nos para o sentimento de “Culpa!” e “Vergonha!“, o “Pântano da Alma!. Temos que investir na Teoria Y

  • A vergonha é um foco no Eu: (Crença: Eu sou um erro, eu sou mau, não presto). A vergonha está altamente correlacionada com a dependência, depressão, violência, agressão, bullying, suicídio, distúrbios alimentares. A vergonha é uma epidemia na nossa cultura. Se vamos encontrar o nosso caminho de regresso uns para os outros, temos de compreender e conhecer a empatia, porque a empatia é o antídoto da vergonha.
  • A culpa é um foco no comportamento: (Eu cometi um erro) A culpa é “Eu fiz algo mau!”. Afirmar que a “Escola é um espaço Infeliz!” tem o impacto de se tocar na nossa ferida (desmascarar – tirar a máscara), fazendo-nos sentir mal porque estamos a falhar. Ao fazê-lo, ativam-se os nossos mecanismos de defesa e vamos argumentar (defesa). Importa olhar para além deste véu para podermos ver a realidade tal como ela é, em vez daquilo que queremos ver, para justificar a nossa lealdade para com as crenças que nos foram transmitidas como verdades absolutas através da (de)formação académica e do processo de enculturação (Conformidade: PDF).

Nem todos temos coragem para admitir a nossa natureza falível e limitada e reconhecer as disfunções da escola. É mais fácil negar o problema. Tornamo-nos defensivos e argumentadores, distorcemos os factos atribuindo-lhes outro significado para parecer outra coisa, evitando assim o sentimento doloroso que advém da nossa angústia face ao sentimento de incapacidade para modificar esta realidade.

Uma instituição pode fazer injustiça às pessoas, mas o facto de estar estabelecida há tanto tempo dá-lhe uma sanção positiva. E este é um dos problemas da Escola, atualmente ela faz mal às pessoas. É a negação desta realidade que dá força à disfunção porque a negação elimina a oportunidade para se resolver ou lidar com os sentimentos perturbadores inerentes ao problema.  Também condiciona a probabilidade de se encontrar uma “solução”. O problema passa a controlar-nos. Assim que admitirmos o problema torna-se mais fácil encontrar soluções. Existem outros caminhos mais positivos, mais eficazes, mais amorosos, mais acolhedores e mais humanos para a escola.

O indivíduo normalmente não faz aquilo que não acredita! E quando o tem que fazer começa a deteriorar-se a nível mental e emocional (burnout).


CONFORMIDADE A FALSAS IDEIAS

conformidadeGregory Berns no seu estudo concluiu que “Nós gostamos de pensar que ver é acreditar, mas os resultados do estudo mostram que ver é acreditar naquilo que o grupo nos diz para acreditar”. Isto significa que a perspetiva das outras pessoas, quando cristalizada no consenso do grupo, pode na verdade afetar a forma como percebemos aspetos importantes do mundo exterior, fazendo-nos questionar a natureza da verdade em si. | “Só quando nos tornarmos conscientes da nossa vulnerabilidade à pressão social, então poderemos começar a criar resistência à conformidade, quando não é do nosso melhor interesse cedermos ou render-nos à mentalidade dominante”.

  • Gregory S. Berns et al. 2005. Neurobiological correlates of social conformity: PDF

sabedoria prática

As ideias e sobretudo as falsas ideias sobre os seres humanos (Tecnologia das Ideias como lhe chama Barry Schwartz “Practical Wisdom”), prevalecem a partir do momento que as pessoas acreditam que são verdadeiras. Quando isso acontece, criam-se hábitos de vida e Instituições consistentes com essas falsas ideias. (…) A estrutura das instituições na qual as pessoas trabalham, como é o caso da Escola (Educação), criam pessoas que são aptas às exigências e objetivos dessas mesmas instituições privando-as da oportunidade de sentir satisfação pelo seu trabalho (professores) e gosto pela aprendizagem (alunos), algo que nós consideramos normal. (…) Nós moldamos a natureza humana moldando as instituições (Organizações) nas quais as pessoas vivem e trabalham. (…) nós devemo-nos questionar (…) que tipo de natureza humana queremos ajudar a moldar?

Terry Kellog 1990, no seu livro “Broken Toys, Broken Dreams – understanding & Healing Codependency, Compulsive Behaviours & Family” afirma que 60 a 80% das nossas doenças estão relacionadas com o stresse. (…) Quando não estamos no caminho de nos encontrarmos com nós próprios (sintonia com o nosso ser), comprometemos a qualidade e intensidade da energia das Instituições onde trabalhamos. Sentimentos e sensações como o desinteresse, apatia, cansaço e cinismo, medo desconfiança e frustração fazem-nos vaguear pelos caminhos sombrios e destrutivos da mente. Na ausência de um contexto pessoal e social nutridor e positivo, ficamos emocionalmente reféns dos nossos demónios, sentimentos e pensamentos que criam dor e medo. A codependência assume muitas faces, usa muitas máscaras mas a verdadeira codependência é o desconhecimento daquilo que está por trás da máscara, qual é a nossa verdadeira face, quem eu sou?

Se prestarmos atenção e conseguirmos ser honestos, podemos constatar que as crianças e jovens não são felizes na escola, e nós também não!


HIGIENE MENTAL & EMOCIONAL


programa de promoção da saúde

busy-mind-300x294A Educação Física participa com frequência no projeto Promoção e Educação para a Saúde, através de ações vocacionadas para a relação entre o exercício físico e estilos de vida saudáveis. Abordam-se conceitos e comportamentos tais como uma nutrição equilibrada, a evicção de comportamentos de risco e a necessidade de uma correta higiene física. Alertamos os alunos para os riscos das adições e a necessidade de respeitarem uma adequada higiene do sono. Porém, os Professores de EF (cultura da escola), não investem numa necessária higiene mental e emocional dos alunos (unidade mente/corpo – multinteligências), e muito menos na sua higiene mental e emocional.

BODY MIND

multinteligencias-educacao-fisica


ESCOLAS FELIZES


Será que o tempo passado na escola é um “Tempo de Qualidade?.

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  • Projeto “Escola sem Stress”: PDF

Embora as escolas tenham sido alvo de uma requalificação física para fazer frente à deterioração das instalações e equipamentos, esquecemo-nos de requalificar a dimensão humana das escolas.

As escolas não são os edifícios são as pessoas!…

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Temos que transformar as escolas em “Parques de Ratos!”, espaços onde os alunos e professores se sintam felizes, realizados, acolhidos, valorizados e amados.

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  • Parque dos Ratos: PDF

joao gulao dependenciaSomo um País, graças ao projeto encabeçado pelo Dr. João Gulão, que tem um dos melhores modelos de abordagem da toxicodependência. Porém, se queremos investir na prevenção e evitar que as crianças que frequentam as nossas escolas, se tornem nos dependentes de amanhã, por falta de apoio emocional e social (desigualdades sociais = injustiça social), temos que investir na integração, acolhimento, respeito e valorização da dimensão humana: “comunidades de aprendizagem“. 

  • Hannah Laqueur (2014) Uses and Abuses of Drug Decriminalization in Portugal: PDF
  • Caitlin Elizabeth Hughes & Alex Stevens (2012). A resounding success or a disastrous failure… Portuguese decriminalization of illicit drugs: PDF
  • Drug decriminalisation in Portugal: setting the record straight: PDF
  • Drug Policy Alliance (2015) Drug Decriminalization in Portugal: A Health-Centered Approach: PDF



mercado livreBruce K. Alexander, 2008, no seu livro “The Globalization of Addiction – a study in poverty of the Spirit” mostra claramente que as adições resultam dum processo de desintegração da identidade cultural e dos laços afetivos entre as pessoas, devido a uma sobrevalorização das coisas materiais em detrimento das relações humanas. A adição não é um problema dos indivíduos, mas um problema social. A escola tem que investir em ambientes sociais com significado, com alma, com sentido e identidade para fazer frente à “deslocação/alienação”. Seguindo Karl Polanyi (1944), uso a palavra “deslocação” para descrever a devastação psicológica individual que está enraizada na fragmentação iminente da sociedade. “Alienação” e “desconexão” são igualmente bons termos para “deslocamento”. A deslocação refere-se à experiência de um vazio que pode ser descrito em vários níveis. No plano social corresponde à ausência de ligações duradouras entre indivíduos e respetivas famílias e / ou sociedades locais, nações, tradições e ambientes naturais. Em termos existenciais, é a ausência de sentimentos vitais de pertença, identidade, significado e propósito. Em termos espirituais, pode-se chamar pobreza do espírito, falta de força espiritual, falta de lar da alma ou sentimento de abandono por Deus.

  • Bruce K. Alexander (2001). The Roots of Addiction in Free Market Society: PDF
  • Bruce K. Alexander (2015). Healing Addiction Through Community: A Much Longer Road Than it Seems: PDF

“(…) Perguntamo-nos acerca das diferentes opções que o homem fez para construir o seu percurso e quais as encruzilhadas que nos têm levado a tais opções. Vemo-nos diante de uma crise que determina a revisão dessas opções. (…) Sabemos que uma cultura adoece à medida que se rompe a harmonia entre os múltiplos sentidos, quando há a desagregação do simbólico. A desagregação que vivemos não advém de fora, mas de dentro daquilo que construímos como proposta de civilização-mestra”. Talvez seja a hora do balanço, já que estamos a assistir ao colapso do projecto de desenvolvimento que empreendemos”.

Arlete P. Schubert (2001).


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