Expressão Corporal

linha vermelhaatividades ritmicas e expressivaslinguagem-corporal-1

Joel de Rosnay (“macroscópio”) fala de uma educação sistémica e do “homem multidimensional” segundo quatro componentes fundamentais:

  • A biológica (cuja unidade é o organismo)
  • A intelectual e ética (cuja unidade é a pessoa)
  • A social e relacional (cuja unidade é o cidadão)
  • A simbólica (cuja unidade é o ser)

metamorfose justo

anatomia emocional3

communication-piechartO CORPO FALA:

Porque motivo se sobrevaloriza na escola, a expressão oral e escrita, quando grande parte da comunicação depende da interpretação da linguagem corporal que transmite padrões e estados emocionais do emissor (função simbólica)? Ensinar uma criança a ler e a escrever não lhe garante um total desenvolvimento da capacidade de comunicação.

A regra 7%-38%-55% baseia-se em dois estudos realizados por Albert Mehrabian em 1967. Decoding of Inconsistent Communications | Inference of Attitudes from Nonverbal Communication in Two Channels (estudo mais robusto).  Quando esse estudo foi publicado sem que as suas grandes limitações fossem explicadas, abriu-se caminho para um dos mitos mais conhecidos sobre a comunicação não verbal. Basta um pouco de bom senso para ver que, no mínimo, esta regra é muito exagerada. Além disso existem diversas limitações, para a aplicabilidade destes estudos na vida real, as quais são largamente ignoradas, principalmente se a regra for aplicada num contexto diferente daquele da investigação. Independentemente disso, a comunicação não verbal assume muita importância porque o nosso corpo é a nossa mente subconsciente, como afirma Candace Pert e como tal, encerra em si muita informação importante para o nosso auto-conhecimento (Como interpretar as mensagens do nosso corpo?). Como refere Stanley Keleman, “as formas externas do corpo e internas dos órgãos falam-nos da motilidade celular, da organização e do movimento da psique e da alma”. O movimento constitui uma forma de exteriorização total da personalidade.  A criança e o adolescente têm direito a praticar a sua expressão pessoal, deixando assim emergir a singularidade do seu sentir, da sua interioridade, para o seu equilíbrio emocional, ou como diz Berge (1970) citado por Isabel Lima (1995), a “desintoxicação da contenção”.  João Batista Freire prefire falar em ESQUEMAS MOTORES (Atividades Heurísticas) e não em PADRÕES DE MOVIMENTO (Atividades Algorítmicas): “não acredita em padrões de movimento, pois para tanto teria que acreditar também na padronização do mundo. Constato isso sim, a manifestação de esquemas motores, isto é, de organizações de movimentos construídos pelos sujeitos, em cada situação, construções essas que dependem, tanto dos recursos biológicos de cada pessoa, quanto das condições do meio ambiente em que ela vive” (1988, “Educação de Corpo Inteiro – teoria e prática da Educação Física”, editora scipione S. Paulo).


expressao corporalNas aulas de EF, as atividades rítmicas e expressivas contribuem para o desenvolvimento harmonioso do aluno na medida em que estimulam a sua imaginação, atenção, coordenação de movimentos, educação estática, ao mesmo tempo que lhe permitem conhecer melhor o seu corpo, usando-o como meio de comunicação. O movimento humano apresenta três características singulares:

  1. Plasticidade.
  2. Expressão.
  3. Ritmo.

Plasticidade: A possibilidade de realizar uma grande diversidade de movimentos, tais como posturas, equilíbrios, saltos, voltas, passos, deslocamentos, etc., utilizando as técnicas corporais básicas – correr, saltar, puxar e empurrar, rolar, trepar, parar e arrancar, mudar de direção, traduz o caráter plástico do movimento. Podemos dizer que, tal como existe um vocabulário que permite escrever, há também um vocabulário corporal que possibilita a realização, em sequência, de movimentos variados.

expressões faciaisExpressão: À possibilidade de realizar grande número de movimentos, junta-se a capacidade expressiva do corpo, isto é, podemos mostrar, através do movimento, os nosso sentimentos e ideias. Por isso se diz que o corpo fala.

Ritmo: Os movimentos corporais podem ser realizados, seguindo o ritmo marcado pela voz, pelo batimento das mãos ou pés, por instrumentos de percussão ou pela música. Com efeito, o som constitui-se como um estímulo significativo a que o corpo responde com naturalidade.

linguagem corpo e express. facial

linguagem corporal

Linguagem Corporal e Expressão Facial

É possível usar o corpo para representar ideias e personagens, expressando o aspetos fundamentais que as caracterizam. Para tal, é necessário possuir um bom domínio corporal e ser um bom observador.

coração

linha divisóriaEDUCAÇÃO FÍSICA HEURISTICA

body language

A Expressão Corporal recorre a uma combinação de diferentes elementos do movimento, organizados em 3 grandes vertentes:

 

I – Corpo no Espaço.

II – Dinâmica do movimento.

III – Relação entre os participantes.

linguagem corporal 1linguagem corporal 2

É muito importante que a aprendizagem da linguagem corporal seja introduzida nas aula de EF porque as crianças e jovens precisam aprender a reconhecer e utilizar corretamente a sua expressão corporal para que haja uma sintonia entre o que se pretende transmitir e as mensagens do corpo.

linha divisória

I – O corpo no espaço:

Nas atividades expressivas, o movimento da totalidade do corpo ou apenas de algumas partes, está relacionado com diversas componentes espaciais, entre as quais se destacam:
  1. O espaço próprio ou pessoal.
  2. O espaço geral.
  3. As direções.
  4. Os níveis.
  5. As trajetória.

O espaço próprio ou pessoal é aquele que rodeia o próprio corpo e cujos limites são definidos pela máxima amplitude alcançada pelas várias partes do corpo, nomeadamente membros superiores e inferiores.

O espaço geral refere-se a todo o espaço disponível que se encontra para além do espaço próprio e é partilhado por todos os outros elementos do grupo. Ao movimentar-se no espaço geral, cada aluno transporta consigo o seu espaço próprio.

Direções: as dimensões espaciais (altura, comprimento e largura), em que o movimento decorre permitem que o aluno se movimente em três direções, cada uma delas com dois sentidos:

  • Para cima e para baixo.
  • Para a frente e para trás.
  • Para a direita e para a esquerda.

Um salto para a frente, para trás ou para o lado é um exemplo de combinação simultânea de uma ou mais direções.

Níveis: O movimento do corpo no espaço, tendo como referência a posição de pé, pode desenvolver-se em 3 níveis:

  • Nível inferior: é definido pela área situada abaixo dos joelhos, correspondendo assim a movimentos corporais realizados perto do solo ou no solo. Rolar é um exemplo de movimento usando o nível inferior.
  • Nível médio: corresponde à posição de pé, sendo a corrida e a marcha exemplos dessa utilização.
  • Nível superior: é definido pelos movimentos efetuados na área acima dos ombros. Os saltos são exemplo da exploração deste nível.

Trajetórias: são os percursos que o corpo realiza no espaço, quer em contacto com o solo, quer fora dele (trajetória aérea). Todas as trajetórias são compostas por linhas retas ou curvas ou resultam da combinação destas. Por exemplo, uma trajetória em ziguezague é uma combinação de linhas retas com mudança de direção. Quer em apoio ou em trajetória aérea, podem ser realizados movimentos de rotação em torno de um eixo, para ambos os lados, envolvendo um quarto de volta, meia-volta, três quartos de volta ou volta completa.

O movimento pode decorrer em trajetórias no solo, através da locomoção, e em trajetórias aéreas quando o corpo se move no espaço sem apoio.

linha divisória

II – Dinâmica do Movimento:

A dinâmica do movimento criativo resulta da conjugação de várias componentes, de que se destacam:
  • Tempo: a componente tempo refere-se à duração e velocidade do movimento que pode variar entre rápido e lento. Existem ainda graus intermédios que resultam de mudanças de velocidade (aceleração e desaceleração). A componente tempo também está associada à execução ininterrupta dos movimentos ou à existência de pausas numa determinada sequência.
  • Força: o movimento, quanto à força que utiliza, classifica-se em forte ou fraco. Assim, podem verificar-se variações da tensão muscular que vão desde movimentos que evidenciam uma energia vigorosa até aos mais leves, suaves e delicados. Em última análise, cada atividade, conforme a sua natureza, requer uma quantidade apropriada de energia, ou seja, o nível de força a utilizar.
  • Fluidez: diz-se que o movimento é fluido quando as suas diferentes fases estão ligadas de uma forma suave e contínua. O corpo movimenta-se sem restrições, dando por vezes a ideia de ser incapaz de parar. Nos movimentos rígidos, contraria-se a continuidade do movimento, podendo este ser parado em qualquer momento e em equilíbrio.

linha divisória

III – Relação entre os participantes:

Nas atividades expressivas em grupo, os alunos relacionam-se uns com os outros de 3 formas diferentes:
  1. A primeira diz respeito às posições relativas que ocupam no espaço:
    • Frente a frente.
    • Lado a lado.
    • Um de frente e outro de costas.
    • Um à frente do outro.
    • Costas com costas.
  2. A segunda, com o tipo de movimentos que realizam:
    • Movimentos similares.
    • Movimentos diferentes.
  3. A terceira diz respeito ao momento em que o movimento ocorre:
    • É simultâneo.
    • Um a seguir ao outro.
    • Ou com um pequeno atraso.
Estas várias formas de relação entre os participantes permitem construir um conjunto variado de situações experimentais, de que são exemplos:
  • Imitação: os alunos realizam exatamente o mesmo movimento do líder.
  • Espelho: os alunos estão de frente para o líder ou parceiro e realizam o mesmo movimento para o lado oposto, como se estivessem de frente para um espelho.
  • Eco: os alunos repetem o movimento realizado pelo líder, após uma breve pausa.
  • Uníssono: todos os alunos realizam os mesmos movimentos simultaneamente.
  • Sucessão: um aluno inicia um movimento, sendo imitado em sucessão pelos restantes, um a um.
  • Chamada e reposta: um aluno através do movimento efetua uma pergunta e um outro responde usando um movimento diferente.

Assim, o corpo, no seu todo ou em partes, move-se no espaço geral e próprio, utilizando diferentes direções, níveis e trajetórias, com maior ou menor velocidade, de modo forte ou fraco, com rigidez ou fluidez. Combinando esta multiplicidade de aspetos, é possível desenvolver coreografias, com ou sem acompanhamento musical, representando situações ou ideias muito simples, realizadas individualmente ou em grupo.

linha divisória

IV – Exercícios:

Exercícios de controlo do peso do corpo e do equilíbrio:
  • saltar e cair sobre o mesmo pé.
  • saltar e cair sobre o pé contrário.
  • saltar sobre um pé e cair sobre o outro, definindo a posição de avião.
  • saltar sobre um pé, efetuar meia pirueta e cair sobre os dois pés, em equilíbrio.
  • transferir o peso do corpo do pé esquerdo para o direito, através de pequenos saltos.
  • correr e parar subitamente, em equilíbrio.
  • correr, parar e saltar, caindo em equilíbrio.
Exercícios de ritmo:
  • correr marcando o ritmo com as palmas.
  • andar ou correr contando os tempos em voz alta.
  • andar 4 tempos, correr quatro tempos, mudando de direção.
  • marcar 2 tempos com os pés, 4 tempos com palmas e 8 tempos a abanar as mãos para acima da cabeça, no lugar e depois em deslocamento.
  • um grupo marca 8 tempos com os pés e o outro responde com 8 tempo de palmas.
  • marcar forte o 3º tempo de corrida, alternadamente, com as mãos e os pés.
Exercícios de representação – pequenas coreografias.
  • O escultor: em pares, 1 aluno desempenha a função de escultor, mobilizando os segmentos corporais do companheiro. À ordem do professor ou do colega, trocam de funções.
  • O magnetismo: 1 elemento do par tem poder magnético. O 2º, atraído por este, tem de o seguir, executando os movimentos definidos pela sua mão. Após um período de exploração livre, cada par define uma determinada composição para apresentar à turma.
  • Tempestade: representar um grupo de pessoas, na rua, num dia de muito mau tempo.
  • Os pássaros:
    1. Os alunos, concentrados numa determinada área, representam um banco de pássaros a dormir.
    2. Os pássaros acordam, executam os seus primeiros movimentos e procedem à sua limpeza.
    3. os pássaro movimentam-se em conjunto no espaço disponível.
    4. Em grupo de 2 ou 3, deslocam-se com variações de velocidade, em linhas retas e curvas.
    5. Em cada grupo, os parceiros realizam movimentos de afastamento e de aproximação.
    6. Os diferentes grupos juntam-se, constituindo um bando, afastam-se e voltam a encontrar-se para se deslocarem de novo em conjunto no espaço da aula.

Estes diferentes momentos podem ser orientados pelo professor ou alunos, através de sinais previamente combinados.

Oficina de Expressão Corporal:

Telefone sem fio:

linha vermelhapantomima

mimoPantomima é um teatro gestual que reduz ao mínimo a utilização das palavras e recorre sobretudo aos gestos através da mímica. É uma arte de narrar com o corpo. É uma modalidade cénica que se diferencia da expressão corporal e da dança, basicamente é a arte objetiva da mímica.

Nesta modalidade, os pantomímicos procuram a forma perfeita, a estética da linha do corpo, pois através do gesto tudo será dito, uma boa pantomima está na habilidade adquirida pelo pantomímico em se transfigurar no ato da interpretação, passando para a plateia todas as ações e mensagens pelos gestos. É uma das artes que exige o máximo do artista para que este receba o máximo de retorno do público, ou seja, a atenção da plateia para que a mensagem seja passada devidamente.

linha vermelhaeutonia

A educação somática é um campo emergente de conhecimento de natureza interdisciplinar que surgiu no século XX, protagonizado por profissionais das áreas da saúde, da arte e da educação. (…) O campo compreende diversos métodos de trabalho corporal, na sua maioria criados na Europa e nos EUA no início do século XX, propondo novas abordagens do movimento, a partir de pressupostos que divergem da visão mecanicista do corpo (EF algorítmica). Os seus criadores, muitos deles motivados pelo desejo de se curarem, rejeitaram as respostas oferecidas pela ciência dominante, passaram a investigar o movimento nos seus próprios corpos. Assim, esses pioneiros, Moshe Feldenkrais (Método Feldenkrais), Ingmar Bartenieff (Método Bartenieff), Gerda Alexander (Eutonia), Mathias Alexander (Técnica de Alexander), Ida Rolf (Rolfing), Mabel Todd (Ideokinesis), Bonnie Bainbridge-Cohen (Body-Mind Centering), entre outros, criaram as suas teorias baseadas nas suas próprias experiências. Os seus métodos mostraram-se eficientes e, por esses  motivo, disseminaram-se nas décadas seguintes.

Estes pioneiro formularam algumas questões para as quais procuraram respostas inovadoras:

  • Como se dá o movimento no corpo?
  • Quais as relações entre corpo e mente?
  • O que é a perceção e como é que ela opera?
  • Quais as relações entre a perceção e o movimento no corpo?
  • Qual a importância das emoções neste circuito?

O encontro com a educação somática deu-se num momento muito especial em que ocorria uma saturação dos modelos da dança moderna e do preciosismo da forma. Este encontro provocou importantes mudanças na maneira de pensar o corpo na dança:

  • reivindicou o respeito pelos limites anatómicos do corpo,
  • estimulou a exploração de novos padrões de movimento
  • questionou modelos e conceções bastante firmadas pela tradição acerca do treino corporal. (…)
  • esta nova filosofia do movimento entendia que o corpo deveria ser livre e compreendido em relação com os seus próprios mecanismos explorando os territórios do imaginário e do sensível (…).

O meu objetivo profissional como educador físico, privilegia sobretudo uma abordagem heurística que se identifica totalmente com a perspetiva anterior que enfatiza um corpo livre para explorar os territórios do imaginário e do sensível – o encontro entre a educação somática e a dança.

 

A experimentação e improvisação interessavam como método para investigar novos padrões de movimento, novos reportórios (…). O corpo está diretamente implicado no conhecimento do mundo – a maneira como se experiencia o mundo interfere determinantemente no que se conhece. Então, uma vez que a experiência é algo individual, que pode ser apenas parcialmente partilhada, é impossível uniformizar o conhecimento de cada corpo diante do mesmo objeto ou evento. O corpo não é um ambiente passivo que reage ao mundo de maneira sempre previsível, é um ambiente ativo que constrói novos conhecimentos e comportamentos na interação com o mundo, em tempo real.

 

O instrumento de relação do aluno não é a Educação Física,  mas o movimento. No mundo da educação física contemporânea, o aluno deve expandir o seu papel de intérprete dos programas de EF para se tornar no co-criador. Uma grande parte da formação dos alunos nas aulas de EF ainda se estrutura a partir de uma ótica mecanicista do corpo que privilegia algum virtuosismo (maestria da forma), o quantitativo (o quão alto, o quão rápido, quão forte) e o automatismo (repetir até decorar a técnica). Obviamente que a EF importa as linhas orientadoras e os princípios da do desporto para as aulas porém, é importante dar espaço para que os alunos entrem em contacto consigo próprios.

  • Como se dá o empoderamento do aluno (explorar a autonomia liberdade e criatividade do movimento em detrimento desta perspetiva mecanicista e automatizadora e quantitativa)?
  • Que abordagens orientam o aluno  a tornar-se mais dono de seu corpo e do seu movimento?
  • É possível viver a EF de forma livre e desformatada?

Dispondo de um grande variedade de estratégias pedagógicas, os diferentes métodos de Educação Somática orientam os alunos  num processo de reapropriação do sentir o corpo nas suas múltiplas relações com o espaço. É vastíssimo o repertório de movimentos preconizados pelos professores dos diferentes métodos, mas partilham diretrizes comuns, nomeadamente:

  • Os movimentos são sustentados pelo ritmo respiratório próprio de cada pessoa;
  • Os movimentos de auto-massagem com uso de objetos têm por objetivo manter a funcionalidade do sistema proprioceptivo, estimulando a pele e (re)definindo a sensação dos eixos ósseos;
  • Privilegia-se uma redução do esforço na execução dos movimentos a fim de induzir o relaxamento de tensões excessivas, a regulação do tónus muscular dos músculos da dinâmica e a ativação de músculos da estática;
  • Os micro-movimentos propostos solicitam a elasticidade da cápsula e ligamentos das articulações;
  • Os movimentos lúdicos utilizam a imaginação e podem ampliar a imagem corporal, facilitar a desconstrução de padrões motores nocivos e o gradual estabelecimento de padrões motores mais harmónicos.

 

coração

Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s