Como Valorizar a Disciplina de Educação Física?

linha vermelhaprojeto educação físsica XXI mundo sociallinha vermelhalab inovação educ fisicaReflexão orientada para o Domínio da Educação Física.

No encerramento do 9º Congresso, em 2013, prevíamos que os tempos que se avizinhavam seriam difíceis para a nossa especialidade nos vários contextos da nossa intervenção profissional. Sabemos hoje as dificuldades que se vivem na escola, nos clubes e nos ginásios. As questões da legitimação e valorização da disciplina de Educação Física no currículo nacional, as condições de realização do Desporto Escolar, e as questões da formação e acesso à carreira na área do Treino Desportivo e do Exercício e Saúde continuam a merecer uma análise crítica e aprofundada e um plano de ação em prol do desenvolvimento das práticas profissionais.

  1. (…) temos um corpo científico, um património histórico que importa afirmar.
  2. (…) É tempo de perceber:
  • Que passos devem ser dados .
  • Que caminhos devem ser percorridos, tendo em vista a garantia de uma coerência concetual, formativa e interventiva.

A Comissão Organizadora

10º Congresso Nacional de Educação Física (CNEF)

Resolução da Assembleia da República n.º 17/2016 Abertura de um processo de debate com vista à definição de objetivos para uma real e profunda reforma curricular. A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que inicie um processo de reflexão e debate democrático amplo e alargado a toda a comunidade educativa, de modo a que se definam objetivos para uma real e profunda reforma curricular.

Aprovada em 8 de janeiro de 2016.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

manuel-sergioÉ opinião nossa que a expressão Educação Física é atualmente uma expressão limitadora, estática e não válida“. (…) “O Paradigma Emergente ou Holístico, colocou novas questões à Educação Física, gerou a crise, no seio mesmo da ciência normal. E estar em crise, é anunciar o novo e, simultaneamente, denunciar o conservadorismo, o dogmatismo da ciência normal.

Manuel Sérgio (1989),

 “Motricidade Humana, uma nova ciência do homem”; UTL-ISEF


Qual é a minha resposta para as seguintes questões?


adn educacao física lab

  • Que passos devem ser dados?
  • Que caminhos devem ser percorridos?
  • Como garantir uma coerência concetual, formativa e interventiva?

joao jorge citaçãocartaz-web CNEF 10mito do profesor eficazimagem capa modelo SCARF

  • Programa de Comunicações Livres: PDF
  • Descarregar o Livro do 10º CNEF: PDF

tema educacao fíica


Plano de trabalho


Os atuais Professores de Educação Física (PEF) enfrentam desafios que ativam alguns medos tais como não saber lidar com a desmotivação ou violência dos jovens e temem sofrer burnout derivado ao desgaste profissional. Estes medos estão fundamentalmente relacionados com o aumento de alunos passivo-agressivos que recorrem a várias estratégias dissimulados, mas intencionais, para boicotar o fluxo da aula, desafiando a sua autoridade e recusando-se a aceitar as suas orientações. O recurso às dispensas das aulas por motivos menores, faltas de material, atestados médicos, aumentaram substancialmente. Embora os PEF sejam profissionais (de elevado desempenho), bem preparados tecnicamente, sentem-se impotentes e desprovidos de competências para enfrentar os desafios colocados por este perfil de alunos e sobretudo, para desenvolver neles as capacidades fundamentais para o século XXI. Será este um problema dos alunos, dos professores, dos pais ou do modelo pedagógico e educativo que faliu? Que soluções?


desenvolvimento


modelo scarfModelo SCARF de David Rock (Status, Certainty, Autonomy, Relatedness, Fairness): O estudo das neurociências sociais, tem fornecido algumas conclusões relativamente às funções biológicas da forma como o cérebro assume uma resposta de aproximação ou afastamento nas relações sociais. Aborda tópicos como: teoria da mente, o eu, mindfullness, regulação emocional, atitudes, estereótipos, empatia, persuasão, moralidade, compaixão, engano, confiança, perseguir objetivos. A partir desta diversidade, surgiram dois temas:

  1. Muitos dos comportamentos sociais são motivados por um princípio de organização social e comportamental que visa minimizar a ameaça e maximizar a recompensa;
  2. Os vários domínios da experiência social gravitam em torno das mesmas redes cerebrais utilizadas pelas necessidades primárias de sobrevivência – as necessidades sociais são ameaçadas da mesma forma, no cérebro, como a necessidade pela água e alimento.

aproximacao ou afastamento cerebro

O modelo SCARF, sumariza estes dois temas segundo fatores comuns que podem ativar as respostas de recompensa (aproximação) e/ou ameaça (afastamento). Pode ser aplicado em ambientes educativos (educação física) e envolve 5 domínios:

  1. estatuto;
  2. segurança/certeza;
  3. autonomia;
  4. pertença/filiação;
  5. justiça/equidade.

joaomfjorgePermite aos professores de educação física mais facilmente reconhecer e potencialmente modificar estas variáveis, redesenhando as interações pedagógicas para minimizar a ameaça e incentivar a colaboração.

apz com cérebroO cérebro humano é um órgão social. As suas reações fisiológicas e neurológicas estão diretamente relacionadas e são profundamente influenciadas pelas interações sociais!…


Bibliografia:


  • David Rock (2008); “SCARF: a brain-based model for collaboration with and influencing others”; NeuroLeadership Journal, Issue 1; pp. 1-9. PDF

  • David Rock (2009); “managing with the brain in Mind”; Oxford leadership Journal; december 2009; Vol. 1; Issue 1; pp. 1-10. PDF
  • David Rock (2012); “ SCARF: in 2012: updating the social neuroscience of collaborating with others”; Neuroleadership ournal; Issue 4; pp. 1-14. PDF
  • Naomi I. Eisenberger, Mattew D. Lieberman, Kipling D. William (2003); “Does Rejection Hurt? An fMRI Study of Social Exclusion”; Science; Vol. 302, 10 october 2003; pp. 290-292. PDF
  • Naomi I. Eisenberger, Johanna M. Jarcho, Matthew D. Lieberman, Bruce D. Naliboff (2006); “An experimental study of shared sensivity to physical pain and social rejection”; Pain; Vol. 126; pp. 132-138. PDF
  • Naomi I. Eisenberger, Shelley E. Taylor, Shelly L. Gable, Clayton J. Hilmert, Mattew D. LIberman (2007); “Neural pathways link social support to attenuated neuroendocrine stress responses”; Neuroimage; 2007 may 1; Vol. 35; Issue 4; pp. 1601-1612. PDF

  • Daniel G. Amen, “8 Warning Signs Your Brain Is In Trouble”: PDF;

  • Daniel G. Amen, “The Impact of Brain Imaging on Psychiatry and Treatment for Improving Brain Health and Function: PDF;
  • Daniel G. Amen, “It’s Time to Stop Flying Blind: How Not Looking at the Brain Leads to Missed Diagnoses,Failed Treatments, and Dangerous Behaviors”: PDF;
  • Daniel G. Amen, “Specific Ways Brain SPECT Imaging Enhances Clinical Psychiatric Practice”: PDF.
  • Daniel G. Amen, “Change your brain, Change your body – Questionaire”: PDF.

apz com coração

  • Rollin McCraty (2001); “Science of the heart – Exploring the Role of the heart in Human Performance”; Heartmath research Centre. PDF
cérebro trino

Cérebro Trino de Dr. Paul McLean (1973)

Quando uma criança vai para a escola, não vai apenas educar a mente, mas também as outras importantes partes do cérebro, as estruturas filogenéticas do mesmo. Tanto a estrutura límbica (cérebro emocional) como a estrutura reptiliana (cérebro comportamental), também vão para a escola. Na educação, enquanto todas as escolas não possuírem um centro para as multi-inteligências, um centro de “como-as-pessoas-aprendem”, não creio que a educação jamais vá mudar, na opinião de Elaine Beauport (1996).


Conclusão


O recurso a estilos de ensino centrados no aluno; inteligência emocional; team-building; jogos cooperativos; mindfullness; relaxamento muscular progressivo; treino personalizado (tutoria); movimento livre (parkour), jogos e brincadeiras de exploração, facilitam maiores respostas de colaboração. É imperativo uma abordagem criativa nas aulas de forma a contornar a saturação da repetição das mesmas matérias anos a fio e a desmotivação que os jovens, na sua maioria, sentem relativamente à abordagem tradicional da Educação Física, preferindo a novidade das matérias alternativas, novas e criativas formas de abordar o corpo, com autonomia e pensamento crítico. A minha proposta inclui a introdução do “personal training“: os alunos formam grupos de 2 a 3, pesquisam e prescrevem com a supervisão do professor (Tutor – Facilitador), o plano de treino individual para cada um deles. Os alunos realizam/aplicam os planos em colaboração, supervisionam e avaliam-se mutuamente.

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  • Operacionalizar o PT na aula de EF – Documento em PDF
  • Materiais didáticos para a aula de EF: PDF

operacionalizar o PT na aula de educacao fisicaBibliografia:

  • Informação partilhada com os alunos que facilitou uma introdução ao Personnal Training nas aulas de Educação Física: PDF
  • Exemplo de um treino calisténico: PDF
  • Walter R. Thompson, Barbara A. Bushman, Julie Desch, Len Kravitz (2010); “ACSM’s Resources for the Personal Trainer”; 3rd edition; Willia & Wilkins: PDF

explicar-o-pt-aos-alunos


Exemplo de Boas Práticas:


Paul Zientarski é um dos fundadores do Programa Learning Readiness no Distrito Escolar de Naperville nos EUA (PDF). O programa Leaning Readiness Physical Education (LRPE) foi concebido com base na investigação que mostra que os estudantes fisicamente ativos e em forma estão mais atentos e predisposto, em termos académicos, resultando no crescimento de células nervosas e no desenvolvimento dos seus cérebros. Os alunos que participam neste projeto libertam-se literalmente dos constrangimentos habituais inerentes ao modelo da tradicional aula de Educação Física e envolvem-se em atividades intelectualmente desafiadoras enquanto se mantêm em movimento físico utilizando os recursos que os ginásios habitualmente utilizam mais os da EF tradicional. Paul Zientarski aplicou os atuais conhecimentos científicos no seu programa de Educação Física. As neurociências demonstraram que quanto melhor for a forma física de um aluno, tanto melhor é a sua performance académica. Como tal, cada aluno que participa no programa de EF possui o seu monitor de frequência cardíaca para que cada aluno esteja na sua zona alvo de treino em função dos seus parâmetros fisiológicos individuais.

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  • Gregory J. Welk, Allen W. Jackson, James R. Morrow, William H. Haskell, marilu D. Meredith and Kenneth H. Cooper (2010); “The Association of Health-related Fitness with indicators of Academic performance in texas Schools”; Research Quaterly for Exercise and Sport; vol. 81; Supplement n.º 3; pp. S16-S23: PDF


qualidade da intervenção


Obviamente que a minha proposta não contempla o investimento oneroso que foi feito na Escola de Napperville (Equipamento de Fitness), mas no Método Natural de Georges Hébert e noutros métodos de treino como o treino em circuito, o parkour fitness, o treino calisténico, treino primevo, o jogo e o brincar livre, etc (Que não envolvem investimentos onerosos), orientados de forma personalizada (Personnal Training). O objetivo é centrar a abordagem da Educação Física Escolar no modelo Fitnesss/Wellness (dimensão algorítmica e heurística), nos jogos e brincadeiras divertidas (heurísticas), em vez do modelo desportivo. Tal como comprovam os investigadores como Gregory J. Welk et all. (2010), a prática de exercício físico na escola melhora a performance académica. Estes investigadores tratam agora o cérebro como se fosse um “músculo” treinável que precisa de ser bem nutrido, oxigenado e estimulado. O exercício físico é um ingrediente extremamente importante para estimular as redes neuronais. A minha proposta, fundamenta-se na “Unidade Mente-Corpo (Body-Mind), e também contempla não só o estímulo metabólico sobre-elevado, que promove um balanço energético negativo, mas também estímulos hipometabólicos, para aquietar os hiperativos centros emocionais e mentais, devido à ansiedade e medo provocados por um modelo escolar que ativa os mecanismos de defesa das crianças e jovens (modelo SCARF).

UNIDADE mente corpo1metabolismo

A introdução dos Estados Hipometabólicos numa prática corrente da Disciplina de EF tem como objetivo ajudar os alunos a entrarem em contacto consigo próprios (meditação), para depois recuperar a sensação de segurança, ou seja, acalmar os sobreexcitados circuitos emocionais. Para se aquietar a mente é importante aquietar o corpo. Intuitivamente os Mestres ZEN diagnosticaram um problema humano básico: as nossas redes associativas cerebrais estão abarrotadas com pensamentos discriminativos. Este facto reverbera com os circuitos afetivos e viscerais ancestrais, de atitudes impressas desde a infância com noções fortemente matizadas do certo e do errado, James H. Austin (1999).

desordens tensãoO medo, ansiedade e emoções incoerentes, vividas pelos alunos, somatizam-se sobre a forma de couraças musculares (tónus muscular), podendo muitas vezes condensar-se em problemas de saúde. (Descarregue o livro de Edmund Jacobson, “You must relax” PDF)

deve relaxar

relaxamento de costas


Bibliografia:


  • Gregg D. Jacobs (2001); “The Physiology of MInd-Body Interactions: The Stres response and the Relaxation Response”; The Journal of Alternativa and Complementary Medicine; Vol. 7; Supplement 1; 2001; pp. S83-S92 – PDF

  • Jeffery A. Dusek, Hasan H. Otu, Ann L. Wohlhueter, Manoj Bhasin, Luiz F. Zerbini, marie G. Joseph, Hernert Benson, Towia A. Liebermann (2008); “Genomic Counter-Stress Changes by the relaxation Response”; PLOS One; Vol. 3; Issue 7; pp. 1-8: PDF

  • Robert A. F. Thurman, Daniel Goldman (1991); “MindScience an East-West Dialogue”; The harvard Mind Science Synposium; Wisdom Publications – PDF

  • Herbert Benson (2010); “The Relaxation Revolution – Enhancing Your Personal Health Through the Science and genetics of Mind Body Healing”; Philosophers Notes – PDF

programa de promoção da saúde

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Bibliografia:


  • Britta K. Hözel et all (2010); “Mindfulness practice leads to increses in regional brain gray matter density”; Psychiatry research: Neuroimaging; PDF

  • Sara W. Lazar et all (2000); “Functional brain mapping of the relaxation response and meditation”; Neuroreport; Vol. 11; nº 7; 15 may 2000; pp. 1581-1585: PDF
  • Sara W. Lazar et all. (2005); “Meditation experience is associated with increased cortical thickness”; Vol. 16; nº 17; 28 november 2005; pp. 1893-1897: PDF
  • Michael Baime (2011); “This is your brain on mindfulness”; Shambala Sun, july 2011; pp. 45-50: PDF
  • Katherine Kerr; “Don’t believe the hype”: PDF

IMPACTO WELLNESS


Bibliografia:


O Impacto do Wellness: Promover o Sucesso Académico através duma Escola Saudável.

  • Lilly Bouie, Jim Bogden et all (2013); “The Wellness Impact: Enhancing Academic Success through Healthy School Environments”; GenyouthFoundation: PDF
  • Perspetiva Holistica: Mente-corpo: Roger Jahnke (2007); “A Conspiracy of Miracles: Qi, Spirit-Mind-Body, and the Transformation of healthcare”; Explore; january/february 2007; Vol. 3; nº 1; pp. 47-54: PDF


Move_te_Por_ValoresEste programa terá que começar, obrigatoriamente, por uma definição dos valores que cada grupo de alunos (ex: turma), irão trabalhar ao longo do ano, bem como as regras e responsabilidades a assumir e implementar.

O desenvolvimento pessoal terá que estar associado a este programa de treino e poderá ser orientado segundo alguns valores  (os alunos terão que escolher os seus valores a trabalhar).


Bibliografia:


  • Juliana C. B. de Carvalho, Sandra F. C. de Almeida (2011); “Desenvolvimento moral no ensino médio: Concepções de professores e autonomia dos alunos“; PDF.

brincar é um trabalho sério para as crianças

Recomendo bastante a ler também o artigo “Brincar é um trabalho sério!” – clique aqui.

declínio do brincar e a patologia

brincar projetobrincar e importante


Bibliografia:


  • Peter Gray (2013); “Play as preparation for learning and Life”; American Journal of Play; Vol. 5, number 3; pp. 271-292: PDF

  • Peter Gray (2011); “The Decline of Play and the Rise of Psychopathology in Children and Adolescents”; American Journal of Play; Vol. 3, number 4; pp. 443-463: PDF
  • Peter Gray; “Free to Learn – Why Inleaching the Instinct of Play will make our children Happier, More Self-reliant, and better students for life”; baric Books (Resumo): PDF
  • Peter Gray (2011); “Freedom to Learn – The roles of play and curiocity as foundations for learning”; Psychology Today Blog: PDF

brincar stwart Brown

Escolas Amigas da Oxitocina:

molecula moralA confiança permeia quase todos os aspetos das nossas vidas diárias, desde as relações inter-pessoais estando na base do desenvolvimento com sucesso das economias (Zak e Knack, 2001). A confiança ocorre quando uma pessoa permite ao outro tomar decisões que afetam o seu bem-estar. A oxitocina está envolvida na confiança entre seres humanos. Uma educação positiva (democrática), cria ambientes de aprendizagem que estimulam a produção da oxitocina e os alunos aprendem com entusiasmo.

Paul Zak enumera alguns dos fatores que inibem os mecanismos de libertação da oxitocina. Este sistema precisa de bastante afeto para que se desenvolva adequadamente:

  • Cuidados afetivos inadequados (Crianças desnutridas afetivamente durante as fases sensíveis do seu desenvolvimento).
  • Elevados níveis de stress inibem o mecanismo da oxitocina.
  • A ação da testosterona inibe a produção da oxitocina.
  • etc…


Bibliografia:


  • Paul J. Zak, Angela A. Stanton, Sheila Ahmadi,Oxytocin Increases Generosity in Humans“, PDF.

  • Paul J. Zak et al. (2005), “Oxytocin is associated with human Trustworthiness“; Science Direct. PDF.
  • Michael Kosfeld et. al (2005), “Oxytocin increases trust in humans”; Vol. 435, June 2005; 10.1038 nature03701: PDF


Conheça a minha proposta para a Educação Física do Século XXI!…


capa livro modelo scarfDescarregue o manual gratuitamente: PDF
Descarregue os slides power point em PDF

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