Educação Física e o Ideal Olímpico

linha vermelhajogos competitivos e cooperativosdesporto e educação olímpicalinha vermelha

A educação Olímpica nos currículos escolares constitui uma oportunidade para os bons valores morais e éticos?

img_simbolos2

jogos competitivos

Os programas escolares privilegiam a formação desportiva e têm em grande estima e consideração a Carta Olímpica. Uma vez que esta exprime, nos seus “princípios fundamentais”, as melhores intenções no desenvolvimento da pessoa humana, questioná-la é algo quase impensável. Porém, será que a declaração de intenção da carta Olímpica, é por si só suficiente, para que as ferramentas ao seu serviço (desporto | competição), consigam incutir os melhores valores no desenvolvimento harmonioso da pessoa humana desde a idade escolar?

Move_te_Por_Valores

Será que o comportamento ético e moral que vemos nos atletas olímpicos, na competição de alto nível e sobretudo nos jovens em contexto escolar reflete esses princípios e valores?!…

Se não, porquê?!… Será que estamos a omitir algo?!…

Vamos explorar outras perspetivas relativamente ao valor competitivo | desportivo na formação dos jovens em idade escolar. O que é que acontece quando os objetivos e conteúdos da educação física escolar adotam o desporto como referencial axiológico?

  • Será que o jovens interiorizam valores tais como o humanismo, verdade e honestidade, solidariedade, respeito, lealdade e a disciplina através do jogo desportivo competitivo explícitos e preconizados pelo espírito olímpico?
  • Que tipo de atitudes e valores adquirem os jovens em idade escolar, quando são imersos em actividades desportivas de carácter competitivo, cujo referencial axiológico está total ou instrumentalmente vinculado ao desporto?

Atualmente, a maioria dos sociólogos do desporto identificam pelo menos uma das quatro teorias que definem a relação entre o desporto e a sociedade, e que são nomeadamente:

  1. Funcionalismo estrutural.
  2. Teoria do conflito;
  3. Teoria Crítica.
  4. Interacionismo simbólico.

Jean-Marie Brohm é um sociólogo francês, antropólogo e filósofo, professor de sociologia na Universidade de Montpellier III. Segundo ele, a teoria crítica do desporto assenta em três eixos principais:

  1. POLÍTICO: O desporto não é apenas desporto mas um meio de governo, um meio de pressão na opinião pública e um modo de enquadramento ideológico das populações e de partes da juventude, em todos os países do mundo inclusive em países totalitarista e nos chamados democráticos.
  2. ECONÓMICO: O desporto tornou-se um setor de acumulação de riqueza, dinheiro e concomitantemente de capital. Atrai quantidades consideráveis de dinheiro e atrever-me-ia a afirmar que atualmente é uma das comodidades mais apelativas na sociedade globalizada. O desporto tornou-se numa comodidade chave desta sociedade. E porquê?
  3. IDEOLÓGICO: O aspeto ideológico propriamente dito. O desporto constitui um corpo político, um espaço de investimento ideológico em gestos e movimentos. É também uma valorização ideológica do esforço através do ascetismo, do treino, do auto-sacrifício. O desporto é apresentado como um modelo ideológico. O desporto institui uma ordem corporal de gestão dos impulsos sexuais e impulsos agressivos. No que diz respeito à afirmação que enquadra o desporto como uma forma de apaziguamento e integração social, de redução da violência e facilitador da fraternidade, este tipo de discurso é, para mim, uma carga de mistificações e ilusões confusa.

Jean-Marie Brohm: a crítica radical do desporto começou em 1968 num texto publicado numa revista o qual teve o efeito de uma bomba no mundo do desporto e da Educação Física. O desporto e a educação física eram, até à data, apenas vistos em termos positivos, passaram a ser brutalmente atacados nas suas fundações e na sua função social. Porém, a resistência em ambos os campos foi igualmente violenta.


 

desporto e comportamento agressivo

sports_clubs

Foram feitos alguns estudos relacionados com o modelo desportivo e o comportamento agressivo de crianças.

 

As crianças aprendem por imitação do comportamento dos adultos.

As crianças aprendem por imitação o comportamento dos adultos.

Janice D. Nelson, Donna M. Gelfand, and Donald P. Hartman: agressividade das crianças depois de uma competição e a exposição a um modelo agressivo. O comportamento agressivo foi estudado em 1996 através da observação do comportamento de crianças de 4 e 6 anos de idade depois de terem sido expostas a modelos adultos agressivos e não agressivos. Após este contacto com estes modelos cada criança ou teve sucesso ou insucesso nos jogos competitivos ou envolveu-se em jogos não competitivos. Os resultados da observação do jogo-livre foi:

  • A participação em jogos competitivos aumentou a agressão e a ordem prevista no grupo relativamente à agressividade (falha, sucesso, em competição), foi obtida em 3 das 4 comparações possíveis.
  • A exposição a modelos agressivos aumentou a agressividade nas raparigas mas não nos rapazes.
  • Os rapazes eram mais agressivos que as raparigas, mas apenas depois de terem testemunhado o modelo agressivo.
  • Rapazes e raparigas expostos à agressão modelada eram igualmente agressivos.

Janice D. Nelson, Donna M. Gelfand, and Donald P. Hartman: este estudo investigou os efeitos do sucesso e insucesso (falha) manipulados experimentalmente nos jogos competitivos e a exposição à agressão modelada sobre o comportamento agressivo das crianças. Acredita-se que tanto a participação numa situação competitiva como a observação de um modelo agressivo promovem comportamentos agressivos mas através de mecanismos algo diferentes. Berkowitz (1962) sugeriu que a competição constitui uma situação frustrante a qual gera raiva e que resulta frequentemente em comportamento agressivo. Tal como noutras situações frustrantes, o exacerbar da raiva criado pela competição deveria ser uma função dos imperativos, ou da pressão colocada pelo resultado e do potencial para a recompensa ou punição.

corrida para lado nenhum

changing the game project

qualidade da intervenção

Fluir Modelo

Cada criança é confrontada com níveis diferentes de alegria, ansiedade ou frustração paras os mesmos desafios numa aula de Educação física (para uma mesma tarefa), porque as aulas são preparadas para o “Aluno Médio”, uma figura que não existe.

Margarida Gaspar de Matos no seu livro “Comunicação, gestão de Conflitos e saúde na escola” refere quando aborda “as competências de vida e desporto” que o desporto oferece inúmeras oportunidade para promoção do desenvolvimento psicossocial dos participantes. Este contexto constitui um fórum onde se aprendem princípios de responsabilidade, conformidade, persistência e tomada de decisão. Através da prática desportiva, os jovens redefinem a sua identidade, descobrem novas competências e têm a possibilidade de aplicar aqueles princípios a áreas extradesportivas. (…) A crença de que a prática desportiva ajuda a construir o caráter é bastante generalizada. De facto, numa perspetiva idealista, é de considerar que num contexto em que para competir é necessário cooperar e para se ter sucesso é preciso comunicar eficazmente, definir objetivos, aceitar e assumir papeis num grupo, e em que a própria aceitação da competição implica, a aceitação de regras e o respeito pelo adversário e demais agentes enquanto elementos indispensáveis para o processo competitivo e a auto-superação, a prática desportiva seja uma escola de virtudes pelas muitas oportunidades de aprendizagem que proporciona. O desenvolvimento destas virtudes não é automático, mas grandemente determinado pela qualidade da intervenção. E é aqui que reside um dos aspetos fundamentais que tem a ver com a qualidade da intervenção!…

atleta, treinador e pai positivos

Embora seja verdade que o desporto oferece inúmeras oportunidades para a promoção e desenvolvimento psicossocial dos participantes, apresenta muitas limitações que normalmente não são equacionadas por todos aqueles que se sentem comprometidos com o desporto na sua dimensão política (Dirigentes), económica (indústria do desporto) ou ideológica (Professores de Educação Física, Treinadores e Pais).

A abordagem desportiva pode não ser a melhor solução, quando queremos formar alunos autónomos, criativos, cooperantes e eticamente bem formados. A prática desportiva pelo facto de se apoiar no modelo competitivo, exacerba os mecanismos de luta e fuga no nosso cérebro. A prática de jogos desportivos de base competitiva constitui uma situação de frustração e gera sentimentos e emoções como a raiva devido ao potencial da recompensa (ganhar) ou punição (perder). Porém, mais que a prática desportiva, sobressaem os valores transmitidos por aqueles que formam, os pais, os professores, os treinadores, etc…

pressão dos pais sobre os filhos.

Do ponto de vista ideológico, a ênfase em gestos e movimentos uniformizados, codificados e estereotipados (padrões motores) promove a exclusão ou o sentimento de inadequação de muitas crianças e jovens que não se adaptam ou não sentem apetência para este tipo de expressão motora.

O modelo desportivo escolar e federado apoia-se na heteronomia. Ou seja, o método tradicional de orientar uma aula ou um treino pressupõe uma hierarquia de relações onde o professor|treinador utilizam predominantemente uma abordagem frontal, expositiva, discursiva, assente na transmissão do saber|método relativamente aos alunos|atletas. Estes obedecem de forma passiva, executando as ações propostas em conformidade com o plano de aula|treino.

  • HETERONOMIA: As normas morais e expectativas não são entendidas e compartilhadas, ficando externas aos alunos|atletas. Os indivíduos (alunos|atletas) identificam-se ou internalizaram as regras sociais, especialmente quando estas provêm de uma autoridade (Professor|Treinador).

Também, a valorização do esforço pelo ascetismo faz-se através do desenvolvimento da aptidão física recorrendo por vezes a exercícios pouco apelativos e codificados que roubam a dimensão lúdica, a alegria e a brincadeira livre para que se promova o desenvolvimento das capacidades condicionais e os alunos estejam na zona saudável e sobretudo em forma física para competir. É exatamente este modelo ascético, onde são refreados os prazeres do jogo, propondo-se a austeridade da repetição monótona nas progressões de aprendizagem entediantes e aborrecidas hipotecando-se o jogo dinâmico e alegre, que promove por vezes desistência de muitos jovens em idade escolar. O ascetismo preconiza que um estilo de vida austero, renunciando ao prazer, impondo restrições, purifica o corpo e traz no futuro grande liberdade na medida que desenvolve a capacidade de resistir a potenciais impulsos destrutivos. Ou seja, esta crença pressupõe que a “renúncia ao comportamento de risco” permite ao aluno adquirir um alto intelecto e uma disciplina que o permita, na sua vida, adotar comportamentos e estilos de vida saudáveis.

EPAS_RED

O EPAS (pdf 1 | pdf 2 | pdf 3) visa promover o desporto e enfatizar os valores positivos, o estabelecimento de normas internacionais e desenvolver uma estrutura para uma plataforma pan-europeia de desportos intergovernamentais de cooperação e, ao mesmo tempo ajudr as autoridades públicas dos Estados-Membros da APE federações desportivas e ONGs a promover o desporto e torná-lo mais saudável, mais justo e  orientado.

jogos cooperativos

Fabio Otuzzi Broto afirma que “o jogo e o desporto merecem uma ampla, profunda e constante revisão sobre as suas bases filosófico-pedagógicas, se desejarmos tê-los como um processo de ensino-aprendizagem que promova o Encontro em vez do confronto. (..) Assim, a experiência de jogar é sempre uma oportunidade aberta, não determinada, para um aprender relativo. Dependendo dos princípios, valores, crenças e estruturas que estão por trás dessa “mini-sociedade/jogo”, podemos tanto aprender a ser solidários e a cuidar da integridade uns dos outros ou, em vez disso, aprender que através do jogo nos podemos superiorizar, desenvolvendo um sentimento de indiferença para com o bem-estar dos outros.

A intencionalidade subjacente ao jogo, é indicadora do tipo de papel social que se espera promover através dessa pedagogia. De acordo com Orlick (1989, p. 108), “se os padrões das brincadeiras preparam as crianças para os seus papéis como adultos, então será melhor nos certificarmos de que os papéis para os quais elas estão sendo preparadas sejam desejáveis”. (…) Viver em sociedade é um exercício de solidariedade e cooperação, destinado a gerar estados de bem-estar para todos, em níveis cada vez mais ampliados e complexos. Sendo um exercício, carece da com-vivência consciente de atitudes, valores e significados compatíveis com essa aspiração de felicidade interdependente. Os jogos são um elemento importante do ambiente natural, tanto quanto o lar, a comunidade e a escola. (…) Portanto, é viável introduzir comportamentos e valores por meio de brincadeiras e jogos, que com o tempo, poderão afetar a sociedade como um todo. (…) Os estudos de Deutsch no campo da psicologia social sobre Cooperação e Competição, fornecem uma série de evidências relacionadas ao comportamento de indivíduos em pequenos grupos quando colocados diante da necessidade de alcançar metas, ou solucionar conflitos.

  • Para Deutsch, há uma situação competitiva quando, “para que um dos membros alcance os seus objetivos, os outros serão incapazes de atingir os seus” (situação mutuamente exclusiva). Uma atitude é competitiva, quando “o que A faz, é no seu próprio benefício, mas em detrimento de B, e quando B faz em seu benefício mas, em detrimento de A.” Competição é um processo onde os objetivos são mutuamente exclusivos e as ações são benéficas somente para alguns.
  • E uma situação cooperativa é aquela em que um indivíduo possa alcançar os seus objetivos, todos os demais integrantes da situação, deverão igualmente alcançar os seus respetivos objetivos (situação mutuamente inclusiva). Uma atitude é cooperativa quando “o que A faz é, simultaneamente, benéfico para ele e para B, e o que B faz é, simultaneamente, benéfico para ambos. Cooperação é um processo onde os objetivos são comuns e as ações são benéficas para todos.

Entendo Cooperação e Competição como processos distintos porém, não muito distantes. As fronteiras entre eles são ténues, permitindo um certo intercâmbio de características, de maneira que podemos encontrar em algumas ocasiões, uma competição-cooperativa e noutras, uma cooperação-competitiva (Fábio Otuzzi). Começamos a perceber que os jogos cooperativos transmitem valores mais positivos que os jogos competitivos. O objetivo da Carta Olímpica é a utilização do desporto no contexto da competição cooperativa porém, facilmente o jogo evolui para o individualismo, rivalidade, disputa competitiva e o jogo degenera inevitavelmente para a rivalidade competitiva.

Situação Competitiva:

  1. Percebem que o alcance dos seus objetivos é incompatível com a obtenção dos objetivos dos outros.
  2. São menos sensíveis ás solicitações dos outros.
  3. Ajudam-se mutuamente com menor frequência.
  4. Há menor homogeneidade na quantidade de contribuições e participações.
  5. A produtividade em termos qualitativos é menor.
  6. A especialização de atividades é menor.

Situação Cooperativa:

  1. Os alunos o alcance dos seus seus objetivos é em parte uma consequência da ação dos outros membros.
  2. São mais sensíveis às solicitações dos outros.
  3. Ajudam-se mutuamente com frequência.
  4. Há maior homogeneidade na quantidade de contribuições e participações.
  5. A produtividade em termos quantitativos é maior.
  6. A especialização de atividades é maior.

linha vermelhalivro sabedoria prática


Olimpismo vs Método Natural


Os objetivos e Conteúdos da Educação Física estão totalmente vinculados ao modelo desportivo e inspiram-se no Movimento Olímpico. Como tal, a aula de Educação Física adota sobretudo a metodologia do treino de competências próprio dos jogos desportivos coletivos e dos desportos individuais. Estamos a falar de “padrões motores” ou a ênfase colocada nos movimentos codificados e estereotipados inerentes aos jogos desportivos coletivos. Estas tarefas assentam no fisiologismo e automatização de gestos técnicos em que o corpo é visto como um instrumento (ideologia cartesiana = separação do corpo e mente). A Educação Física, orienta-se pelos seus programas e “confunde-se quase exatamente com a iniciação à prática desportiva e ao seu corolário através da aprendizagem de gestos específicos.

coubertin versus hébertPIERRE DE COUBERTINgeorges hébert 1

 

corpo mecãnico e orgãnico

 

joaomfjorgeNa minha opinião, estamos demasiado dependentes das soluções tecnológicas que nos afastam do potencial biológico inato e das nossas capacidades latentes e é por este motivo que sou um forte defensor do “Método Natural” e da “Ligação Profunda com a Natureza“.

O desporto olímpico assume-se como uma forma artificial de “evolução” do homem e o “atleta natural” de Georges Hébert procura a sua expressão natural e simplicidade.

O desenvolvimento da nossa “intuição” e doutras sensibilidades apenas se alcança fora do ruído da competição, num ambiente tranquilo e nutridor.


Crise no Movimento Olímpico


icaro documentario 1

O Movimento Olímpico está em profunda crise, vejam o documentário ICARUS.

Princípios fundamentais do Olimpismo:

  • O olimpismo é uma filosofia da vida, exaltando e combinando as qualidades de corpo, vontade e mente num todo equilibrado. Combinando o desporto com a cultura e a educação, procura criar um modo de vida baseado na alegria do esforço, no valor educativo do bom exemplo, responsabilidade social e respeito pelos princípios éticos fundamentais universais.
  • O objetivo do Olimpismo é colocar o desporto ao serviço do desenvolvimento harmonioso da humanidade, com o objetivo de promover uma sociedade pacífica preocupada com a preservação da dignidade humana.

Qual é o avanço na ciência ou tecnologia que vai mudar a paisagem dos desportos  de competição nos próximos anos?

David Epstein:

  1. O treino individualizado. Descobriram-se os genes que tornam as pessoas mais treináveis do que outros em programas de treino específicos. Não só os genes, mas também as propriedades fisiológicas específicas das fibras musculares de cada indivíduo  exigem uma especificidade individual no treino. O facto de sermos tão biologicamente únicos permite-nos compreender que não existe um único plano de treino perfeito que funcione para todos.
  2. Tecnologia e a realidade aumentada (seleção de informação relevante).

Porém, quando se trata de usar tecnologia ou ciência para melhorar o desempenho desportivo, qual é a linha entre justo e injusto?

Podemos utilizar a tecnologia médica (doping) como exemplo ou o google glass, um fato de banho de spandex ou nylon cujas propriedades reológicas reduzem o atrito com a água, ou um sapatos desportivos mais leves, etc. Por outro lado, a necessidade de vencer exacerba o nosso ego-envolvimento associado ao anseio pela superioridade sobre os outros, fazendo facilmente com que indivíduos, clubes ou até uma nação ultrapassem a linha entre o legítimo e o ilegítimo.

Qual é a importância, relevância e aplicabilidade prática dos avanços a nível das tecnologias médicas (fisiologia), nos métodos de treino, nos equipamentos e a nível moral e ético, para a escola e a Educação Física?

 

 

 

 

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s