“Estou nas Nuvens” Professor?!…

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É urgente mudar as práticas na sala de aula.

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o educador que não se coloca em causa a nível pessoal e que relativamente ao seu saber não interroga, nem pesquisa, acarreta efeitos anti-educacionais”…

Paul Legrand

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Stanley-milgramA famosa experiência de obediência conduzida na Universidade de Yale em 1960, foi uma investigação científica desenvolvida e realizada pelo psicólogo Stanley Milgram. Ele pretendeu inquirir de que forma os indivíduos observados tendem a obedecer às autoridades, mesmo que estas contradigam o bom-senso individual. Se estabelecermos uma analogia entre os resultados desta experiência e a realidade das nossas escolas, podemos constatar que, até certo ponto, existem paralelos. Embora muitos professores não concordem com a forma como o modelo lhes é imposto superiormente, ferindo o seu Bom Senso e Sabedoria Prática (tendo em consideração o impacto sobre si próprios e sobre os seus alunos), continuam a obedecer ao Ministério (figura de autoridade) por inerência ao vínculo profissional que os liga entre outros fatores condicionantes. A resistência cria um fardo emocional para aqueles que mantém a sua independência – “a autonomia surge com um custo psíquico elevado”. Podemos falar de uma “violência simbólica” e os professores acabam por estacionar entre a Resignação e a Agressividade.

Energia-organizacional-11Na contracapa do livro de Luísa C. Fernandes, “Os medos dos Professores… e só deles“, o Prof. Dr. Mário Simões refere: “Como Psiquiatra, vim a verificar que o(a) professor(a) do ensino secundário é das profissões mais representadas no meu ficheiro, senão a mais representada, situação que outros colegas me confirmam. Que se passa então com esta classe profissional para que em tão grande número busque ajuda junto dos profissionais de saúde mental? Que sucedeu entretanto às motivações que os levaram a escolher o ensino? Que medos surgiram no decurso da profissão, que não existiam antes? Qual a sua raiz?”.

Os resultados da experiência de Milgram foram terríveis, porque revelaram que cerca de 65% dos sujeitos, independentemente das idades, ambiente familiar, social e nível educacional, decidiram cumprir ordens, não importava quais as consequências.

preconceito da média

escola está concebida e projetada para ninguém (“Mito da Média“), e no entanto, enquanto professores, continuamos a aceitar o insucesso como um facto normal da vida académica: uma punição para os preguiçosos e uma recompensa para os trabalhadores. A forma como a Instituição Educativa está concebida desmoraliza a prática pedagógica através dos constrangimentos das regras rígidas e guiões normalizados que asfixiam o espaço para a Sabedoria Prática dos Professores e drenam a sua energia e tempo para desenvolverem a empatia pelo excesso de processos administrativos inerentes à avaliação e certificação. Barry Schwartz (BS) afirma que “substituir a sabedoria por regras não funciona!”. Para Aristóteles saber como “dobrar a régua/regra” para que esta se adapte às circunstâncias é exatamente o que significa Sabedoria Prática. E todos sabemos que a escola dá quase pouco ou nenhum espaço para se fugir dos guiões (Programas, Currículos, Regulamentos, normas uniformes e rígidas, etc…). BS afirma que “nós estamos sempre a tentar encontrar o equilíbrio correto. Aristóteles designou-o por média. Porém, esta Média não é a Média Aritmética, mas o equilíbrio correto numa determinada circunstância (…) através da aplicação da regra flexível“… A vida Escolar estrutura-se através das Regras Administrativas e Burocráticas que determinam como os seus atores se devem comportar ética e moralmente porém, estas são pálidos substitutos da sabedoria. Ou seja, a Instituição Educativa esbarra para o modelo da Teoria X de Mcgregor porque não confia na Sabedoria Prática dos seus atores. Por mais detalhadas e bem estruturadas que sejam as regras, elas não nos ensinam a sermos bons pais, bons professores, bons alunos e a fazermos as coisas com amor, só a sabedoria prática nos permite alcançar o Telos certo. Sem a devida confiança na Sabedoria Prática dos Professores, desmoraliza-se a profissão de professor.

Education-cartoon

Não há ato educativo sem sabedoria, isto é, sem uma reflexão sobre as suas finalidades e os processos didáticos suscetíveis de o concretizar“. Não existe sabedoria em reproduzir regras e guiões predefinidos com um publico tão heterogénio e com motivações tão dispares.

O MITO DA MÉDIA

BIBLIOGRAFIA:

  • Kurt W. Fisher and L. Todd Rose, “Web of Skills – How Students learn”. PDF 1; PDF 2;

O MITO DA MÉDIA:

ESTUDANTE-MÉDIO4% do abandono escolar nos estados unidos corresponde aos alunos dotados intelectualmente o que perfaz cerca de 50.000 mentes cada ano que não se adaptam ao modelo mediano do sistema educativo. Qual a percentagem de desistências relacionada com a MÁ CONCEÇÃO DO MODELO? (Referencial axiológico anacrónico, obsoleto). Nós concebemos ambientes de aprendizagem para o aprendiz médio e designamos convenientemente o nosso sistema de “apropriado para a idade”, mas não o é. O perfil dos aprendizes varia em muitas dimensões da aprendizagem (multi-inteligências). Cada aprendiz possui um “perfil de aprendizagem recortado”, manifestando pontos fortes, aspectos médios e outros que precisam ser trabalhados, tal como no caso dos assentos de cockpit dos pilotos de jato. Se desenhamos um ambiente de aprendizagem para a média, fazemo-lo para ninguém. Nós criamos ambientes de aprendizagem onde não podemos esperar que os aprendizes tenham o desempenho que esperamos deles, porque ninguém é mediano.

MÉDIA

sapato erradoAcredita-se, neste modelo, que a mente dos jovens funciona como um espelho o qual, de forma passiva, recebe e reflete as informações que se lhes coloca à frente, silenciosa, obediente e sem questionar. Se me é permitida a comparação absurda, a violência não seria maior se obrigassem todos os alunos a calçar sapatos número 37, independentemente da idade e da medida do pé:

Veja-se por exemplo os Programas e currículos do 1.º Ciclo que exigem a crianças de 6, 7, 8 e 9 anos conteúdos descabidos para a maturidade (Desapropriado para a Idade – pelo menos na forma como são apresentados), destes jovens, criando stresse, ansiedade e medo do insucesso (“Neurose de Expectação” – “o bloqueio de performance após um fiasco anterior através da expectação angustiosa de novo insucesso”, Georg Dietrich & Hellmuth Walter, 1970). Mais grave ainda é sujeitar estas crianças a provas de avaliação nos moldes em que são feitos?!… Não admira que cada vez mais vemos crianças com profundos sintomas de ansiedade e desequilíbrio emocional?!…

peticao Alteração das metas curriculares do 1.º ciclo: link aqui

Sabedoria Prática:

sabedoria prática        Aristóteles-virtude-1

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VULNERABILIDADE À AUTORIDADE DA MÁQUINA BUROCRÁTICA E ADMINISTRATIVA: “As pessoas tinham que ser idênticas umas às outras”.

educação obsoleta

Este modelo de organização da escola estava muito adequado ao tempo e objetivo em que foi concebido, no entanto tornou-se obsoleto tendo em consideração a nossa realidade atual… Estaremos nós a contribuir, sem disso termos consciência, para “As Perturbações Emocionais – Ansiedade e Depressão na Criança e no Adolescente!PDF“; “Ansiedade e depressão na adolescênciaPDF“. O problema não é tanto, como ajudamos as crianças com depressão e ansiedade, mas antes qual o modelo social e escolar que as torne felizes e amadas!… HUMANO. As preocupações devem ir no sentido do Bem-estar do Estudante; Educação Positiva; Fluir –  “Experiência óptima” de felicidade... etc...  A centralidade da ética do cuidar deve levar à reestruturação do nosso pensamento moral e fazer repensar o objectivo da escola (Noddings, 2004). Até ao momento este tem sido preparar as nossas crianças para o sucesso económico (?). A felicidade surge assim sempre associada aos aspectos materiais da vida, e a própria ideia de sucesso aí se consubstancia, negligenciado a preparação para uma saudável, equilibrada e bem sucedida vida relacional, emocional, comprometida e com sentido de propósito. 

O problema é que este modelo não é saudável tanto para os Professores como para os seus alunos.

A Cauda Longa da Educação: 

Shirky afirma que muitos sistemas sociais seguem o princípio de Pareto, onde 20% dos que contribuem são responsáveis por 80% das contribuições. Nas instituições tradicionais, como a Escola/Educação), hipotecam os alunos (e professores) que se situam na cauda longa. O modelo de infra-estrutura educativa cooperativa (Escola Amigável) não descarta este recurso. Ou seja, numa escola de massas, aqueles que garantem a média do sistema e se adaptam ao mesmo, correspondem apenas a 20%. 80% não são devidamente valorizados, acompanhados e integrados no sistema. Muitos apresentam baixo nível de sucesso e insucesso, muitos arrastam-se, muitos são integrados nos PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação) e outros tantos desistem.

cauda longa EDUCAÇÃOl

As organizações apenas existem como vivências concretas e “apenas podem ser compreendidas a partir da experiência individual”. Como as nossas experiências são únicas, cada membro pertence a diferentes organizações dentro da mesma instituição, porque as experiências do mesmo são diferentes. Daqui decorre que, “duas pessoas que trabalham na mesma escola podem mesmo funcionar em duas instituições irreconciliáveis”, Virgínio Sá (1997), “Racionalidades e Práticas na Gestão pedagógica”. A Escola estandardizou os processos asfixiando o diálogo democrático. Os modelos democráticos defendem que as organizações existem não apenas para cumprir objectivos formais, mas também para servir as necessidades das pessoas. Quando a organização é bem sucedida na satisfação das necessidades dos seus membros ambos beneficiam.

curva do esquecimento

Os alunos tendem a esquecer rapidamente os conteúdos escolares por vários motivos. Desinteresse, utilização de cábulas, falta de tempo para os compreender e assimilar, falta de motivação, pela utilização exclusiva da visão e audição, recepção passiva e monótona, pela utilização de práticas pedagógicas incompatíveis com o cérebro (Laura Erlauder). Não será isto uma perca de tempo, uma profunda hipoteca do capital humano?!… O modo mais eficaz de reter informação consiste, assim, em contextualizar essa informação num quadro conceptual existente e de preferência prático (praxis), o que não acontece na “escola do cubículo“.

Porque investimos tantos recursos humanos, materiais e financeiros num modelo que se mostra tão ineficaz e causador da “erosão da alma humana“?! Seremos nós masoquistas, sádicos ou um pouco de ambos?!…

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VULNERABILIDADE À PRESSÃO SOCIAL:

Gregory Berns no seu estudo concluiu que “Nós gostamos de pensar que ver é acreditar, mas os resultados do estudo mostram que ver é acreditar naquilo que o grupo nos diz para acreditar”. Isto significa que a perspectiva das outras pessoas, quando cristalizada no consenso do grupo, pode na verdade afectar a forma como percebemos aspectos importantes do mundo exterior, fazendo-nos questionar a natureza da verdade em si.

“Só quando nos tornarmos conscientes da nossa vulnerabilidade à pressão social, então poderemos começar a criar resistência à conformidade, quando não é do nosso melhor interesse cedermos ou render-nos à mentalidade dominante”, Philip Zimbardo (2007). Porém, quando se desafia o sistema, procurando introduzir novas ideias e conceitos, estamos sujeitos a ser rotulados, banalizados e ostracizados, e esta autonomia acarreta um custo psíquico e emocional elevado.

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Conclusão:

outside the box think

Porém, sem esforço, sem investimento e vontade de mudar, tudo permanecerá na mesma. Podemos começar por pequenas ações, pequenas mudanças na nossa forma de pensar:

  • Optando por escutar testemunhos e experiências extremamente válidas e que nos ajudam a questionar a nossa realidade;
  • Cultivar uma sabedoria prática (Dobre a Regra) e evoluir do perfil de “Fora-da-Lei-Responsável” para alguém que lidere uma mudança do sistema. E se este o não permitir, criar outro…

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graf SOLE

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Estou na Nuvem Professor!…

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O QUE É QUE ESTAMOS A APRENDER COM A EDUCAÇÃO ONLINE: 

A solução para o problema do racio estudante-professor e o sucesso escolar (2 sigma Problem):  

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LEGENDA: as curvas do gráfico mostram o grau de eficácia e sucesso de cada método. O nosso modelo escolar anacrónico está representado pela curva a azul e podemos constatar que apresenta os mais baixos índices de sucesso…

  • Lecture (Palestra): apresentação oral que tem como objetivo apresentar informação para ensinar os alunos acerca de um assunto em particular.
  • Mastery Learning (Domínio da Aprendizagem): “os estudantes são ajudados na maestria de cada conteúdo de aprendizagem antes de avançarem para tarefas ou conteúdos mais exigentes.
  • Individual Tutoring (Tutoria): um Tutor é um instrutor que facilita lições privadas ou um atendimento personalizado ao aluno.

Active Learning

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A Educação teme os “Baldios Neuronais” como se a mente fosse um epifenómeno das conexões neuronais e estivesse confinada ao cérebro (Neuromito).

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